>Tarde demais

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Tarde demais pra começar a defender, Diaw

Sabemos como é difícil um time virar uma série que está 3 a 1 para seu adversário, ainda mais quando o oponente tem mando de quadra e dois dos três jogos restantes são fora de casa. Pois essa é a situação de Dallas, Toronto, Phoenix, Houston e Washington, curiosamente todos times que muitos esperavam complicar ou vencer a série contra os seus oponentes, mas que correm um risco bem real de já cairem fora no próximo jogo com um embaraçoso 4-1 na bagagem.

Mas de todos esses times, quem tem mais chance de virar a série ou, pelo menos, voltar a ter esperança e talvez até levar a série para um jogo 7?

Talento puro quem tem de sobra é o Phoenix Suns, o time tem o Steve Nash que não é mais MVP mas que ainda joga muito, tem Shaq, Amaré e o elenco que todo mundo conhece. Se tem um time capaz de fazer coisas fora do comum é um time com jogadores fora do comum como o Suns. Mas ao mesmo tempo, o adversário não poderia ser mais difícil, faz tempo que eu não vejo o Spurs perder jogos seguidos nos playoffs, ainda mais 4! A esperança está nos coadjuvantes, no jogo passado foram Bell e principalmente Boris Diaw que comandaram a vitória do Suns. O ala francês, que esteve pífeo nos jogos anteriores, até foi o responsável por marcar Tony Parker (já que Nash não passou no teste de marcar um cone no treino antes do jogo) e o resultado foi muito bom. Depois da partida, Diaw até deu uma entrevista falando sobre isso:

“Acho que ajuda o fato de ter visto muito ele jogar. Eu mais ou menos sei quando ele quer ir para a bandeja, para o arremesso ou quando ele está procurando o passe. Mas a coisa mais importante é ficar bem próximo dele para atrapalhar o passe ou o arremesso.”

A entrevista faz sentido, os dois realmente se conhecem bastante, seja pelos inúmeros duelos Suns-Spurs, seja pelo convívio que têm há muito tempo na seleção francesa. Mas tem uma coisa, se ele sabe tanto sobre o Parker, por que não disse isso antes? Eles foram machucados pelo Parker no primeiro jogo, mais ainda no segundo e estraçalhados por ele no terceiro. Não custava chamar o D’Antoni de canto quando o Parker ainda tinha só uns 30 pontos e dizer “Olha, professor, eu acho que eu posso parar esse moleque melhor que o Nash, me dá uma chance!”

Com 3-0 na série ele foi lá, fez um bom trabalho, mas pode ser tarde demais. Ele tem que conseguir isso por mais três jogos seguidos, o Amaré tem que jogar melhor, o Nash, Bell e Leandrinho precisam acertar as bolas de longe e tudo isso em todos os jogos, não podem mais falhar. E justamente o que tem atrapalhado esse Suns é a irregularidade, tanto dentro dos jogos quanto entre um jogo e outro.

Em duas outras séries os problemas são parecidos: para Toronto e Washigton a situação é ruim porque os times são bem iguais a seus adversários, Orlando e Cleveland. No caso do Wizards, a série foi marcada por uma lavada de cada lado e dois jogos disputados, os dois vencidos pelo Cavs. Acho praticamente impossível o Wizards vencer três jogos com facilidade, a defesa do Cavs não vai deixar e em algum momento da série haverá um jogo decidido no final e faz três anos que o LeBron (ou o Damon Jones, ou o Delonte West) sempre vence o Wizards nos segundos ou minutos finais. Sem mais qualidade na hora de fechar as partidas, o Wizards não tem chance de bater o Cavs.

Pro lado do Canadá a coisa é parecida, porque nem Raptors e nem Magic têm muita diferença técnica. Os dois dependem muito das bolas de três, de um jogador forte de garrafão e nenhum dos dois times é muito regular, variando entre ótimos jogos e outros nem tanto. Por isso mesmo que é difícil ver o Toronto vencendo três partidas seguidas contra um Orlando que sabe que precisa de apenas mais um bom jogo para acabar com a série. O melhor aproveitamento nas bolas de 3 em casa do Orlando também deve ajudar a decidir a série. Mas se eu fosse torcedor do Toronto eu estaria mais preocupado com a temporada que vem e com o técnico que estará no banco do time, tudo por causa de uma matéria que o repórter Peter Vecsey escreveu no NY Post e que vi hoje no site da Revista Dime. Segundo Vecsey, aqui está o que o técnico do Raptors Sam Mitchell disse antes de um jogo da temporada regular contra o Lakers:

“Aparentemente Mitchell não está muito bem informado sobre o que acontece na liga. Alguns meses atrás, antes de jogar contra o Lakers, ele falou aos seus jogadores “Vamos nos preocupar com o cara que fez 81 pontos daqui a pouco, antes quero falar sobre o Andrew Bynum e como ele acabou com a gente no último jogo”. Foi então que Chris Bosh interrompeu o técnico e disse “Mas treinador, Bynum está machucado há semanas!'”

Não sei o quanto disso é verdade, claro, temos que confiar no Vecsey que é um repórter que tem fama por conhecer muita gente dentro da liga e dos times, mas que ao mesmo tempo muita gente odeia. Se for 100% verdade essa história, acho que é um bom motivo para mandar um técnico embora. Não é que ele não sabia se o Chris Mihm estava machucado, era o Bynum. Sua contusão foi notícia em todo lugar que fala um pouco de NBA. Se o Sam Mitchell fosse leitor do Bola Presa, ele saberia.

No Texas, a coisa está feia. Rockets e Mavs vão para o jogo 5 de suas séries tentando evitar eliminação. O Houston parece ter uma certa vantagem por jogar em casa, mas como essa vantagem não virou vitória nos dois primeiros jogos, fico com um pé atrás. Mas se fosse pra apostar, misturando um pouco de análise dos jogos com intuição, acho que o Houston leva o jogo 5. As últimas partidas tem sido disputadas até o final e acredito que a próxima será também, o Houston ainda tem atacado mal mas parece conseguir segurar o Jazz, e com o apoio da torcida e a motivação para não ser eliminado em casa, acho que o Houston leva mas depois perde o jogo 6 em Salt Lake City. Não gosto muito de palpitar resultados, mas tenho essa sensação, ou, pra usar uma palavra que eu a-d-o-r-o e que está super IN, é um feeling que eu tenho.

E, mesmo sem querer dar palpites, a gente sempre dá e quando foi a vez da troca do Kidd no meio da temporada eu quase fiz uma coluna Bola Presa com o Danilo porque ele achava que valia qualquer esforço para ganhar um armador de ponta como o Kidd enquanto eu achava que o Dallas tinha sido forte nas duas temporadas anteriores porque Terry, Dirk, Howard e Harris se completavam e combinavam com o esquema do Avery Johnson. Mais tarde ele concordou que de nada valia ter o Kidd se não era para usar suas características, já que o time não mudou o jeito de jogar mesmo com a mudança de armadores.

Chegamos então nos playoffs e eles enfrentam justo o Chris Paul, um dos armadores mais rápidos e jovens de toda a NBA. O resultado é que Kidd sofreu pra marcar ele, começaram a falar que o Devin Harris faria melhor por também ser rápido e no fim das contas só Jason Terry foi dar um jeito na coisa defensivamente. Ontem Paul não fez uma partida fora de série como as que fez em New Orleans, mas fez o bastante e contou com o apoio do resto do time. Só que o Dallas pecou mesmo foi no ataque. Apenas três jogadores passaram dos 10 pontos, o emaconhado Josh Howard acertou apenas 2 dos seus 16 arremessos e o time como um todo acertou apenas 36% de seus chutes, culpa de um esquema que vive só de jumpers e que sem Devin Harris não tem ninguém que ataque a cesta. Pra completar o horror, o Mark Cuban, dono do time, brigou com vários torcedores que estavam à sua volta e o Jason Kidd foi expulso depois de uma falta flagrante no Jannero Pargo.

Acho que já era pro Dallas e imagino o arrependimento na cabeça do Cuban em ter trocado o Devin Harris. Afinal, já se fala em recomeçar o time do zero, em trocar o técnico Avery Johnson e o que eles tem na mão é um armador de 34 anos jogando mal e batendo no coitado do Pargo.

Ah, sabe outra coisa em comum entre os times que perdem por 3 a 1? Todos, já há alguns anos, estão cultivando a fama do “quase”, dos times bons que sempre chegam perto da vitória e no fim das contas, perdem. Vamos ver se um deles muda a história.

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