ūüĒíA queda do Warriors

Que manter um time campe√£o intacto por muitos anos na NBA √© dif√≠cil, todo mundo sabe. O que n√£o faltam s√£o hist√≥rias sobre as dificuldades de manter os times motivados, os problemas para manter a forma, a press√£o, o decl√≠nio f√≠sico, as brigas que surgem nos vesti√°rios, os duelos de ego comuns a times que vencem demais. Esses fatores psicol√≥gicos ou f√≠sicos de equipes campe√£s acabam ofuscando, no entanto, o principal motivo para que vejamos¬†rar√≠ssimos casos de times dominando t√≠tulos por muitos anos: as regras salariais da NBA. Ao contr√°rio do que muitos imaginam, as regras financeiras da NBA n√£o s√£o apenas um teste para ver qual equipe consegue se organizar melhor rumo ao t√≠tulo; elas s√£o tamb√©m ferramentas para IMPEDIR que as equipes que chegaram ao topo se mantenham l√° por muito tempo. Pela igualdade de oportunidades e pela sa√ļde da liga, n√£o somente os piores colocados¬†possuem mais chances de receber um talento no draft como tamb√©m as melhores equipes passam a ter dificuldade de manter seus talentos. Eventualmente, frente √†s dificuldades, toda grande equipe cai.

A ideia da NBA √© simples: todos os times possuem um limite, um teto, de gastos salariais com os jogadores. Isso por si s√≥ significa que jogadores campe√Ķes come√ßam a ser cobi√ßados por outras equipes, aumentam seu valor no mercado e, portanto, as equipes em que foram campe√Ķes precisam desembolsar mais dinheiro para mant√™-los, at√© o limite do teto salarial. A rigidez do teto, entretanto, prejudica mais os times med√≠ocres do que os campe√Ķes, j√° que¬†muitas vezes um time ruim pode ser incapaz de “segurar” um dos seus talentos, cobi√ßado por outras equipes, sem ultrapassar esse limite – e no caso de um time ruim, o jogador costuma desejar sair, sem fazer maiores concess√Ķes. Para lidar com isso, a NBA adotou o modelo de “soft cap”, o famoso TETO MACIO. Se for para manter um jogador que voc√™ J√Ā POSSUI, o limite de gastos pode ser extrapolado, mas se ele extrapolar DEMAIS o time passa a ser obrigado a pagar taxas progressivas. √Č por isso que a NBA tem dois n√ļmeros importantes com rela√ß√£o aos sal√°rios: o teto salarial indica o m√°ximo que um time pode gastar de dinheiro com contrata√ß√Ķes (o “cap”, em ingl√™s), enquanto o teto tax√°vel indica um m√°ximo que o time pode gastar, acima do limite anterior, para manter seus jogadores (o “luxury tax”, a taxa de luxo). Acima disso tudo, o LE√ÉO corre solto cobrando taxas enormes de modo a desencorajar as equipes.

Na temporada atual, a 2019-20, por exemplo, o teto salarial est√° em 109 milh√Ķes de d√≥lares, mas as equipes podem gastar 23 milh√Ķes a mais (chegando a 132 milh√Ķes) para segurar jogadores que j√° estejam no elenco. Quem gastar mais do que isso paga multas: ultrapassou em 5 milh√Ķes, paga 1,75 em multas para cada d√≥lar gasto acima do limite; ultrapassou em 10 milh√Ķes, paga 2,50 para cada d√≥lar gasto; ultrapassou em 15 milh√Ķes, s√£o 3,25 para cada d√≥lar gasto, e assim sucessivamente. A partir de 2014 a situa√ß√£o ficou ainda mais dura para quem passa o limite: equipes que pagarem taxas em 3 dos √ļltimos 4 anos pagam um d√≥lar A MAIS de multa adicional para cada d√≥lar gasto. Na pr√°tica a inten√ß√£o √© tornar financeiramente invi√°vel pagar sal√°rios m√°ximos para todos os jogadores que um time quiser manter por j√° t√™-los no elenco porque os pre√ßos seriam exorbitantes.

Com isso em mente, vale a pena analisarmos a situa√ß√£o do Golden State Warriors dos √ļltimos anos, como eles contornaram essas quest√Ķes salariais, por que demorou tanto tempo para eles sofrerem os efeitos dessa pol√≠tica da NBA, e como foi que eles enfim tombaram nessa temporada.


Quando essa gera√ß√£o do Warriors foi campe√£ pela primeira vez na temporada 2014-15, a situa√ß√£o era COMPLETAMENTE diferente daquela que costumamos ver em equipes vencedoras. Na √©poca o teto era de 63 milh√Ķes e a “luxury tax” era de 77, com o Warriors gastando “apenas” 73 milh√Ķes – era apenas a d√©cima quarta maior folha salarial da NBA, e a maior parte da grana ia para jogadores de menor impacto na campanha da equipe, como David Lee, Andrew Bogut e Andre Iguodala. Isso aconteceu porque Draymond Green ganhava menos de 1 milh√£o (o sal√°rio m√≠nimo de um jogador escolhido na segunda rodada do draft), Klay Thompson e Harrison Barnes ganhavam 3 milh√Ķes cada (o sal√°rio pr√©-definido de jogadores escolhidos na primeira rodada do draft) e Stephen Curry, j√° com um contrato novo (ou seja, j√° tendo assinado um contrato assim que o seu de novato se encerrou) ganhava m√≥dicos 10 milh√Ķes de d√≥lares, j√° que na √©poca em que negociou o valor vinha de les√Ķes frequentes no tornozelo e ainda havia d√ļvidas sobre seu valor. Ou seja, o sal√°rio de Curry era completamente incompat√≠vel com seu pr√™mio de MVP e o de Klay Thompson incompat√≠vel com sua vaga no All-Star Game – e isso sem falar de Green e Barnes, com contribui√ß√Ķes centrais e sal√°rios m√≠nimos. Em geral, equipes montadas para vencer t√≠tulos j√° pagam para seus jogadores sal√°rios de estrelas, mas o Warriors chegou no topo cedo demais, antes que seus jogadores estivessem plenamente estabelecidos e recendo sal√°rios equivalentes √†s suas produ√ß√Ķes em quadra.

Pra temporada seguinte, aquela da campanha hist√≥rica de 73 vit√≥rias e o vice-campeonato, foi necess√°rio renovar os contratos de Klay Thompson e Draymond Green, que sa√≠ram por 15 e 14 milh√Ķes, respectivamente. Curry passou a ter um sal√°rio muito menor do que os colegas, ainda ganhando muito menos do que deveria, e ainda assim a folha salarial do Warriors saltou para a quarta maior da NBA: com um teto em 70 milh√Ķes e a “luxury tax” em 85 milh√Ķes, o Warriors passou a gastar 93 – oficialmente acima do limite e tendo que desembolsar fortunas para pagar todas as multas.

Na temporada posterior, a 2016-17, o Warriors quis compensar o vice-campeonato com o acr√©scimo de outra estrela, e a√≠ teve que cortar os gastos. Trocou Andrew Bogut por absolutamente nada, deixou os contratos dos veteranos terminarem, e sentiu na pele o que acontece com equipes campe√£s: at√© os jogadores mais secund√°rios de uma campanha vencedora passam a ser cobi√ßados por outras equipes e fica invi√°vel mant√™-los se voc√™ quer segurar os grandes nomes.¬†Harrison Barnes, que era um coadjuvante importante para o Warriors, foi para o Mavs ganhar obscenos 23 milh√Ķes de d√≥lares – como compara√ß√£o, o Warriors assinou com Kevin Durant por 26, uma diferen√ßa bem pequena. Al√©m dele, Festus Ezeli, um piv√ī com contribui√ß√£o moderada de 7 pontos e 5 rebotes, foi ganhar 7 milh√Ķes no Blazers, e at√© Leandrinho, importante vindo do banco na p√≥s-temporada, recebeu uma oferta nada-a-ver de 4 milh√Ķes no Suns – se voc√™¬†somasse os contratos de Ezeli e Leandrinho oferecidos por essas outras equipes, ali√°s, chegaria ao valor que Stephen Curry ganhava no Warriors naquela temporada. Abrindo m√£o desses jogadores, o Warriors conseguiu adicionar Durant e ainda assim pagar apenas 101 milh√Ķes de d√≥lares em sal√°rios – abaixo dos 94 milh√Ķes do teto e dos 113 da “luxury tax”, dando um respiro financeiro para a equipe. Mas isso significa – e muita gente n√£o percebe ou n√£o d√° o devido valor – que o Warriors precisou apostar nuns carinhas Z√Č NINGU√ČM pra tapar os buracos no elenco: gente como um desacreditado e ostracisado JaVale McGee e os pirralhos Kevon Looney, Damian Jones, Ian Clark e Patrick McCaw. Na √©poca, muita gente achava que n√£o seria o bastante para aguentar 5 minutos sem as estrelas, mas todos se tornaram reservas – e eventualmente titulares – importantes na campanha que conquistou o t√≠tulo daquela temporada.

Acontece que na¬†temporada seguinte, a 2017-18, chegou a hora do Warriors renovar o contrato de Stephen Curry e, claro, lhe pagar finalmente um sal√°rio compat√≠vel com um MVP. O novo valor foi de 34 milh√Ķes de d√≥lares, somados aos 25 de Kevin Durant, os 18 de Klay Thompson, os 16 de Draymond Green e os 15 de Iguodala, reserva que o Warriors n√£o queria abrir m√£o. Segurar Curry criou uma bola de neve: n√£o apenas catapultou a equipe muito acima do limite (foram 137 milh√Ķes gastos com sal√°rio, a segunda maior folha salarial da liga, quando o teto era 99 e a “luxury tax” era 119) como tamb√©m tornou os contratos de Klay Thompson e Draymond Green muito defasados, algo que teria que ser abordado na pr√≥xima renova√ß√£o de ambos. Os gastos, ao menos, permitiram que o time fosse campe√£o. Na temporada passada, a 2019-20, a situa√ß√£o salarial se manteve, novamente com a segunda maior folha salarial: 37 milh√Ķes para Curry, 30 para Durant, 19 para Klay Thompson, 17 para Draymond Green, 146 milh√Ķes em gastos salariais e um teto de 102 com “luxury tax” de 124.¬† Al√©m de amargar um vice-campeonato, o Warriors tamb√©m ultrapassou a “luxury tax” pela terceira vez em 4 anos, tendo que pagar o d√≥lar adicional √†s multas. Financeiramente o time atingiu seu limite – e isso sem lidar com a renova√ß√£o de Klay Thompson e Draymond Green, e j√° sofrendo com¬†seu pior banco de reservas em muito tempo. Segurar todo mundo seria muito dif√≠cil.

Mas agora vem a parte bizarra da coisa: se Kevin Durant simplesmente fosse embora, levando consigo seus 30 milh√Ķes de d√≥lares, o time n√£o poderia simplesmente contratar outro jogador, talvez um pouco mais barato, para facilitar a situa√ß√£o. Na temporada atual, o teto est√° em 109 milh√Ķes, com a “luxury tax” em 132. Sem Durant, o Warriors ficaria abaixo da “luxury tax”, evitando as multas terr√≠veis, mas ainda assim acima do teto salarial – e quem est√° acima do teto n√£o pode gastar com novas contrata√ß√Ķes, s√≥ pode gastar acima disso para manter os jogadores que j√° tem. Foi por isso que o Warriors usou a possibilidade de ultrapassar o teto para manter Durant e a√≠ troc√°-lo para o Nets, recebendo D’Angelo Russell e seu sal√°rio ligeiramente menor, 27 milh√Ķes. Mas como tamb√©m era necess√°rio renovar Klay Thompson (que foi para 33 milh√Ķes de sal√°rio nessa temporada), mais uma vez o Warriors teve que abrir m√£o do elenco de apoio que j√° era escasso: Iguodala teve que ser trocado por ganhar 17 milh√Ķes, Quin Cook foi ganhar 3 milh√Ķes no Lakers e at√© o Jordan Bell eles perderam para o Wolves. No fim das contas, o Warriors come√ßou essa temporada gastando 139 milh√Ķes – outra vez acima da “luxury tax”, outra vez pagando o d√≥lar adicional – e mesmo assim¬†ser√≠amos¬†totalmente incapazes de reconhecer o elenco de apoio se eles estivessem comprando p√£o na padaria. √Č muita gente desconhecida recebendo sal√°rio m√≠nimo ou de novato, e mesmo assim fica dif√≠cil ficar abaixo do limite das multas. Em dois anos, o time sequer vai ser capaz de segurar Kevon Looney – se teve gente correndo atr√°s de Festus Ezeli, JaVale McGee e at√© do Leandrinho no final do final do final da carreira, s√≥ pra trazer algu√©m com a “aura” do Warriors, e se teve doidinho dando contrato m√°ximo para Harrison Barnes porque jogar no Warriors faz todo mundo parecer melhor do que √©, ent√£o come√ßa a ficar dif√≠cil manter qualquer jogador que voc√™ desenvolva minimamente bem no seu elenco sem desembolsar uma grana desproporcional.

A situa√ß√£o do Warriors piora ainda mais na temporada que vem, a 2020-21, quando come√ßa a valer o novo contrato do Draymond Green, que vai saltar de 18 para 22 – e isso porque o jogador topou uma extens√£o NA CAMARADAGEM. Se ele esperasse o contrato terminar antes de negociar, outras regras salariais entrariam em vigor e ele poderia ter pedido 35 milh√Ķes por ano, um total de 50 milh√Ķes de d√≥lares de diferen√ßa ao longo dos 4 anos de contrato. Foi tudo para tentar manter o Warriors vivo e competitivo por mais uns anos, sem implodir financeiramente de maneira irremedi√°vel.

O √ļnico motivo pelo qual o Warriors conseguiu segurar tantos jogadores bons por tanto tempo foi que eles foram desenvolvidos DENTRO do Warriors, n√£o fora. Ou seja, vieram do draft ou ganhavam sal√°rios m√≠nimos, foram campe√Ķes cedo enquanto ningu√©m ainda recebia toda a grana que poderia, e por j√° estarem na equipe o Warriors teve a possibilidade de estourar os limites salariais para mant√™-los – contrat√°-los todos de outras equipes, j√° estabelecidos como estrelas, seria simplesmente imposs√≠vel. Al√©m disso, o ambiente de respeito do Warriors com seus jogadores criou um clima de BRODERAGEM suficiente para os jogadores facilitarem as transa√ß√Ķes: a renova√ß√£o de Draymond Green abrindo m√£o de dezenas de milh√Ķes de d√≥lares √© o exemplo maior, mas Kevin Durant topando o sign-and-trade (ser assinado e trocado para o lugar de sua escolha) tamb√©m. √Č claro que Durant ganha algo com isso – no caso, um sal√°rio maior – mas ele poderia ter feito tudo por sua pr√≥pria conta e privado o Warriors de conseguir um jogador como D’Angelo Russell. N√£o que Russell seja um g√™nio, at√© porque nesse ponto sequer podemos cravar qual o impacto ou a fun√ß√£o que ele ter√° nessa equipe, mas se Russell n√£o viesse – ou fosse embora – o engessamento salarial do Warriors n√£o permitiria colocar absolutamente ningu√©m no lugar.

Para a temporada que vem, a estimativa √© de um teto de 116 milh√Ķes com “luxury tax” de 141 milh√Ķes. S√≥ a jun√ß√£o dos sal√°rios de Curry, Klay, Green e Russell daria 129, acima do teto e impossibilitando quaisquer contrata√ß√Ķes. Sem Russell (e sem nenhum outro jogador no elenco), seria at√© poss√≠vel contratar algu√©m novo – desde que ganhasse um pouco menos da metade do que Russell receber√° ano que vem. A isso chamamos de “time engessado”: mesmo em caso de insatisfa√ß√£o com alguma pe√ßa, √© melhor mant√™-la do que ter que contratar algu√©m ainda pior. √Č claro que o Warriors est√° satisfeito com suas outras pe√ßas centrais, mas ter√° que encontrar uma maneira de extrair o melhor de Russell e do elenco de apoio cheirando a fralda de beb√™ – gente como¬†Marquese Chriss,¬†Eric Paschall e¬†Jordan Poole precisam se tornar pe√ßas importantes do elenco de apoio. E, caso se tornem pe√ßas importantes DEMAIS, os outros times estar√£o babando para adicion√°-los por pre√ßos fora da realidade, e o Warriors ter√° que come√ßar de novo sua busca por pe√ßas baratas em contratos m√≠nimos.

O problema n√£o acomete s√≥ o Warriors, claro, e j√° ocorreu com muitos campe√Ķes e “dinastias” ao longo dos anos. Mas uma das melhores maneiras de contornar as dificuldades de se tornar um time cobi√ßado e salarialmente engessado √© encontrar veteranos muito bons que topem jogar ganhando sal√°rios m√≠nimos s√≥ porque l√° ter√£o chances de serem campe√Ķes – j√° aconteceu com o Bulls de Jordan, com o Celtics de Paul Pierce, com o Heat de LeBron e at√© com esse Warriors, que recebeu de Leandrinho a DeMarcus Cousins ao longo dos anos. Na NBA atual, no entanto, √© dif√≠cil imaginar essa t√°tica funcionando t√£o bem para o Warriors: o cen√°rio √© t√£o aberto que os veteranos podem considerar muitas franquias diferentes para se jogar, n√£o h√° uma decis√£o √≥bvia e, atolado em les√Ķes e com novatos desconhecidos que parecem desfuncionais em quadra (especialmente na defesa) o Warriors n√£o √© mais um cen√°rio muito convidativo aos veteranos-de-aluguel. Eventualmente as finan√ßas, as contas e o pr√≥prio cen√°rio da NBA derrubam as dinastias para que surjam outras, e o Warriors ter√° que fazer muitos malabarismos para contrariar essa¬†din√Ęmica. O primeiro passo, claro, √© jogar momentaneamente a toalha: para um time precisando de jogadores baratos com algum potencial, o draft √© a sa√≠da mais √≥bvia, mais imediata e mais confi√°vel, especialmente para uma equipe com um hist√≥rico t√£o feliz na escolha de jovens jogadores nos √ļltimos anos. A dinastia ainda pode se esticar um pouco se as bolinhas forem sorteadas de maneira favor√°vel, mas tudo o resto – inclusive as regras da NBA – lutar√£o contra. Para quem dominou por muito tempo, √© sempre dif√≠cil ficar.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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