🔒Filtro Bola Presa #10

Bem-vindos ao primeiro Filtro Bola Presa de 2016: ano novo, vida nova, mas a temporada da NBA ainda é a mesma, que o calendário deles é todo doido e a gente continua com a nobre tarefa de rastrear o que aconteceu de interessante na Liga durante a semana.


Quem está super feliz que o ano de 2015 acabou é Matt Barnes, do Grizzlies. No fim do ano ele tomou uma suspensão de 2 jogos pela NBA por ter dirigido até a casa de sua ex-esposa, encontrado seu ex-técnico Derek Fisher com ela e supostamente ter “dado uma surra” no Fisher e cuspido na ex-esposa. Pelo jeito, Barnes e Fisher eram grandes amigos durante o tempo em que estiveram no Lakers e saíam frequentemente juntos, de modo que Barnes apresentou sua então esposa para o Fisher. Agora que se divorciaram, Barnes não lidou nada bem com a ideia de um amigo começar a namorá-la e foi pessoalmente tirar satisfação. Assim que o ano virou, Matt Barnes fez o que todo homem maduro faz e xingou muito no Instagram, dizendo que 2015 foi o PIOR ANO da sua vida por ter perdido a mulher que amava, a mãe dos seus filhos, seu cachorro, e ainda ter sido trocado de um time e de uma cidade que amava por conta de seu relacionamento ruim com Doc Rivers. Pra fechar: ele ainda disse que estava pegando a Rihanna e foi desmentido pela cantora na internet, mesmo afirmando que tinha fotos para provar – o que acabou com qualquer relacionamento que eles estivessem tendo. E você achando que seu ano é que foi merda…


Quem começou o ano com o pé esquerdo, mas ainda em clima de otimismo foi Kenneth Faried. Numa jogada completamente banal a 15 segundos do fim de uma prorrogação com o Warriors, Faried acabou trombando com seu colega de time Will Barton e machucou seriamente o pescoço. O mais incrível é que como o Faried é feito de CONCRETO, ele continuou de pé na quadra por um tempão mesmo alegadamente não sentindo seus braços e suas pernas.

Eventualmente ele foi atendido por médicos, saiu do ginásio em uma maca direto pro hospital, mas fez questão de mostrar para os fãs que tava tudo legal, tudo numa boa:

[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=”De boa na lagoa”]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Faried.jpg[/image]

Faried já recuperou a sensação nas pernas mas deve ficar sob observação mais um tempo e não viaja com a equipe para os próximos jogos.


Quem já avisou que 2016 será o último ano da carreira foi o lendário árbitro Joey Crawford. Respeitado por alguns mas odiado por todos, Crawford sempre foi um árbitro que faz o que acredita ser certo independente das consequências, expulsando gente a torto e a direito e apitando faltas que ninguém em sã consciência teria coragem de apitar. No meu post sobre faltas técnicas coloquei a lendária expulsão do Duncan pelo Crawford, mas não citei que no meio da bagunça o juiz desafiou Duncan para uma luta. Joey Crawford admitiu numa excelente entrevista no começo do ano passado que esse foi o momento que mais se arrepende em toda sua carreira, mas nem de longe foi o mais ridículo. Pra mim, nada vence a vez em que o Crawford deu uma falta técnica com tanta força que ele acabou QUEBRANDO O DEDO. Dá pra ser mais empolgado do que isso? Por mais importante que o Crawford tenha sido para a NBA, sua relação com muitos técnicos e jogadores não era das melhores e é importante que a NBA continue seu processo de renovação da arbitragem que foi iniciado nos últimos anos.


Outro que termina a carreira em 2016 e que não pode faltar no Filtro é Kobe Bryant. Baxter Holmes, da ESPN, fez um trabalho fantástico de resgatar as histórias dos treinos pré-draft de Kobe, e de como ele quase foi draftado pelo Celtics por conta deles. Em 1996, todas as equipes tinham medo de escolher Kobe Bryant porque ele estava vindo direto do colegial, pulando o período de universidade. Antes dele apenas três jogadores haviam feito isso, dois nos anos 70 e um no ano anterior, Kevin Garnett, que ainda não havia mostrado todo seu potencial na Liga. Mas quando o Celtics chamou Kobe para um treino privado, aparentemente ele deixou todo mundo boquiaberto fazendo com perfeição tudo que lhe foi exigido: arremessos de todos os tipos, em todas as velocidades, parado, em movimento, driblando, etc. A comissão técnica do Celtics disse que era impossível não compará-lo com Michael Jordan naquele momento, e que quando chegou a vez de Kobe ser entrevistado pelos dirigentes a surpresa foi ainda maior: Kobe era o maior conhecedor de basquete que eles haviam conhecido. Com apenas 17 anos, Kobe sabia de cabeça todos os campeonatos que o Celtics havia ganhado, quais eram os confrontos entre jogadores nas Finais desses títulos, quais eram os movimentos e os dribles característicos de cada jogador e os esquemas táticos que usavam. Era óbvio que Kobe era um estudioso do jogo, um nerd apaixonado como nunca se havia visto antes. Ainda assim, com um Celtics totalmente merda à época, nos momentos finais a escolha foi por draftar Antoine Walker, que já era um jogador pronto e trouxe apoio imediato ao elenco. Esse mesmo modelo de pensamento fez Kobe cair para a décima terceira escolha, sendo ignorado pelo New Jersey Nets que estava tão indeciso que chegou a pedir DOIS treinos exclusivos com o Kobe. No fim, acabaram draftando o Kerry Kittles.

Outra história divertida sobre os treinos pré-draft é a frustração do Kobe de ser informado, no seu treino para o Sixers, que o Allen Iverson havia corrido mais rápido do que ele de um lado para o outro da quadra, com o Kobe tentando entender que raios de importância isso teria para um jogador de basquete – especialmente um tão “estudioso” do jogo quanto ele.


Para celebrar a carreira de Kobe Bryant, o HoopsHype coletou todas as aparições do Kobe em videogames de basquete, do “NBA Live 96” ao “NBA 2K16”. As fotos servem tanto de homenagem quanto para analisar a evolução dos gráficos nos videogames e comparar a série “NBA Live” e a série “NBA 2K”, eternas rivais no basquete virtual.


Ainda em Kobe Bryant, essa semana ele confessou que desde que jogava com Luke Walton no Lakers ficava pegando no pé do garoto sobre um possível futuro como técnico:

“Eu costumava atazanar ele quando jogava aqui sobre como ele estava destinado a ser um técnico muito melhor do que era como jogador. (…) Ele não queria ouvir porque ainda não havia sido picado pelo bicho de ser técnico ainda, mas eu conseguia ver isso nele. Estava lá. Era apenas questão de tempo. Ele é extremamente inteligente. Sempre viu o jogo em combinações e sequências. (…) A maioria dos técnicos pensa em combinações de dois, mas ele está pensando em combinações de três. Esse passe leva para aquele passe que levará para aquele outro.”

Para quem ainda acredita que Luke Walton está apenas sentado no banco balançando a cabeça enquanto o técnico Steve Kerr não volta, eis aí a constatação de que na verdade ele está PENSANDO EM SEQUÊNCIAS DE TRÊS, seja lá o que isso significar.


Nada melhor para começar o ano do que o tradicional Momento Boban da semana. Depois de uma super partida contra o Wolves em mais uma noite de descanso para Tim Duncan, o reporter do Spurs resolveu apertar a mão do Boban para parabenizá-lo. O resultado?

Ao contrário do que você possa estar pensando, o repórter do Spurs NÃO É um boneco de ventríloquo. Ele é um homem adulto, de proporções adequadas, cuja mão foi ENGOLIDA pelas mãos de Boban Marjanovic e nunca mais vista desde então.


Essa partida do Boban contra o Wolves também lhe garantiu uma marca interessante: seu PER (a estatística que mede a eficiência de um jogador) agora está MAIOR do que o de Stephen Curry! São apenas 117 minutos em 10 jogos disputados, mas são minutos muito bem aproveitados com uma eficiência sobre-humana. Nada mal para um jogador que tinha tudo para mofar no banco de reservas, tendo em vista que o Popovich nunca tinha olhado pra cara dele até os treinos de pré-temporada.


Outro membro do Spurs feliz da vida é o Kawhi Leonard, que agora faz parte do seleto grupo de jogadores que acabaram um mês de NBA com pelo menos 50% de aproveitamento nos arremessos, 50% nas bolas de 3 pontos e 90% nos lances livres. E isso sendo muitas vezes o foco do ataque do Spurs e tendo que chutar mais bolas, por exemplo, do que o Kevin Durant chutou no seu mágico mês passado:


Kevin Durant, aliás, se tornou ao lado de Russell Westbrook a primeira dupla desde Stockton e Malone em 1996 a terminar um jogo com pelo menos 25 pontos e 10 assistências CADA UM: foram 26 pontos e 10 assistências para Durant e 30 pontos e 12 assistências (com 9 rebotes!) para o Westbrook na vitória contra o Nuggets. E ainda tem gente que reclama que os dois não passam a bola.


Lembram daquele Kyle Korver que quebrou o recorde anterior de jogos consecutivos com ao menos uma bola de três pontos convertida (que era de 89 jogos) e só foi parar quando converteu bolas de três por CENTO E VINTE E SETE jogos seguidos? Que virou o foco do ataque do Hawks na temporada passada e a bola de segurança da equipe? Pois bem, ele morreu e foi substituído por um sósia que não consegue acertar uma bola de três pontos nem se sua vida dependesse disso. Nos últimos dois jogos, esse sósia do Korver somou 18 tentativas de três pontos e NENHUMA bola convertida. É a primeira vez nos últimos 4 anos que Korver está com aproveitamento menor que 40% nas bolas de três numa temporada. Que comece a teoria da conspiração!


Um que literalmente quase morreu foi o segundo-anista do Knicks, Cleanthony Early. Quando saía de táxi de um clube de strip (segundo algumas fontes, acompanhado da namorada!), Early foi atacado por vários assaltantes mascarados e levou um tiro NO JOELHO. Ele está bem, não houve dano estrutural no joelho e não será necessária nenhuma cirurgia. Mas não nos espantemos caso ele se aposente e comece a falar com novatos sobre como ele costumava ser um jogador de basquete, até que…


Outro que vai ficar longe das quadras por um tempo é Jarret Jack, do Nets, que rompeu um ligamento e está oficialmente fora pelo resto da temporada. Melhor comentário a respeito?

“Estamos a uma lesão do Brook Lopez de ver o Nets se transformar no Sixers.”


Para encerrar o primeiro Filtro Bola Presa do ano, nossos votos de que o Momento JaVale McGee continue uma constante por aqui – algo que vai acontecer, basta que ele continue entrando em quadra.

Primeiro, o motivo do McGee ainda estar na NBA: é um cara grande, forte e atlético, quem não vai querer dar uma chance pra ele num banco qualquer?

Agora, o motivo para ele ser uma eterna piada a iluminar nosso Filtro com sua inacreditável falta de coordenação motora:

A cara da mocinha olhando para o McGee enquanto ele vai se enterrar no banco é tudo que eu tenho a dizer a respeito. Feliz Ano Novo, família Bola Presa!

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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