🔒Filtro Bola Presa #15

Lembram que no Filtro da semana passada tivemos Carmelo Anthony tentando pateticamente parar Stephen Curry lhe fazendo um afago na cabeça? Pois bem, parece que o carinho deixou marcas:


Carmelo respondeu à imagem pedindo desculpas, dizendo que simplesmente estava tentando parar Curry de alguma maneira. Já chegamos naquele ponto em que os defensores do Curry estão tão desesperados e incomodados que acabam adotando práticas “pouco ortodoxas” para marcá-lo. Não será surpreendente se alguém mais descontrolado simplesmente descer o sarrafo no Curry no meio de um jogo, da mesma maneira que tinha jogador cuja única função era descer a porrada no Pelé na época dele para ver se conseguia tirá-lo de campo.


Por falar em porrada, a China acaba de passar por um caso bizarro. O lendário Jason Maxiell, um daqueles jogadores genéricos que é baixo demais para o garrafão mas dá um jeito de pegar rebotes mesmo assim, está jogando na gloriosa liga chinesa de basquete. Numa partida recente, Maxiell sofreu contato por trás de um jogador chinês numa disputa por rebote, ficou enfurecido e tentou dar um soco no adversário que só não rendeu óbito automático porque ele errou. Frustrado com o soco no vazio, Maxiell achou que seria uma boa ideia PEGAR O ADVERSÁRIO NA CORRIDA e começou uma caçada implacável para encher o chinês de porrada. Durante a perseguição tem de tudo: o chinês fugindo como se sua vida dependesse disso, um juiz tentando impedir e sendo arremessado como um saco de batatas e o descabeçado Michael Beasley, que está de castigo lá na China, segurando o Maxiell e tentando ser a voz da razão. A cena toda é hilária:


Hilária também é a cara do pobre Ricky Rubio após tropeçar num fã na beirada da quadra e ficar com a cabeça coberta de pipoca após o tombo, numa cena claramente retirada de algum desenho animado infantil:

Por mais engraçado que seja, essas cenas só apoiam minha birra pessoal contra os assentos na beira da quadra. Dor de cotovelo porque eu não tenho possibilidades financeiras e geográficas de me sentar tão perto num jogo da NBA? Talvez. Mas também não acho justo que jogador de basquete precise ficar se preocupando em não trombar na galera para proteger sua integridade física.


“Proteger sua integridade” também é, de certa forma, o que quer o estúdio de tatuagem que está processando a gigante Take-Two, responsável pela série de videogames “NBA 2K”. O estúdio alega ser dono dos direitos de imagem das tatuagens que faz, incluindo as executadas em jogadores da NBA, como LeBron James, Kobe Bryant e DeAndre Jordan. Quando a série “NBA 2K” retrata a aparência real dos jogadores – algo que a empresa COMPRA diretamente da NBA – está, sem saber, infligindo leis de direito autoral por colocar as tatuagens dos jogadores de maneira realista. Essa é a representação virtual do LeBron no “NBA 2K16″, por exemplo:

[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=”Parece um gibi”]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/LeBron.jpg[/image]

A lei é complexa porque o direito à imagem do jogador talvez não cubra o direito à imagem da tatuagem, que pode ser enquadrada nos direitos autorais de qualquer obra artística. O acordo oferecido para a “2K” foi de 1 milhão de dólares, o que para é um trocado para a melhor série de jogos de basquete do planeta, mas parece MUITO dinheiro só para incluir meia dúzia de tatuagens num jogo. Ficaremos de olho na decisão judicial.


O que não falta é jogador na NBA com uma postura “nós contra o mundo”, em que toda a mídia especializada é tida como a inimiga que deve ser provada errada, um jogo de cada vez. Mas Jimmy Butler levou essa postura vitimista a um OUTRO NÍVEL. Quando perguntado sobre o excesso de minutos que vem jogando após passar 47 minutos em quadra na derrota para o Jazz, Jimmy Butler simplesmente respondeu “ninguém se importa”. Mas como você se sente jogando tantos minutos, não está cansado? “Ninguém se importa com como eu me sinto, eu só deveria entrar em quadra e ajudar meu time a ganhar jogos.”

Jimmy Butler já reclamou que seu técnico Fred Hoiberg não dava bronca nos companheiros, parece profundamente descontente com os resultados da equipe e agora parece não estar achando muito legal jogar tantos minutos seguidos em vão. O único jeito de sentar, pelo jeito, é uma lesão: Butler machucou o joelho e, embora esteja se sentindo bem melhor, ainda não tem uma data fechada para seu retorno.


Ainda sobre técnicos, Derek Fisher foi recentemente questionado a respeito de quão pronto estaria Porzingis para receber uma jogada para ele num momento decisivo de uma partida, ao que Fisher simplesmente respondeu: “nós não executamos jogadas”.

O que Fisher quer dizer é que o Knicks utiliza o triângulo, que em teoria não tem jogadas prontas desenhadas e sim uma movimentação base que exige que os jogadores leiam a defesa adversária e reajam de acordo. Mas dizer isso assim, em público, quando seu time está TOMANDO NA CABEÇA depois de um doloroso processo de reconstrução não pega bem com os torcedores. Não à toa, Derek Fisher foi DEMITIDO hoje, uma semana depois da sua declaração. Ainda é cedo pra saber se o Knicks vai abrir mão do seu esquema tático no pacote, mas se livrar do Fisher parece um passo nessa direção.


Enquanto Derek Fisher roda, Michael Malone, técnico do Nuggets, vai se estabelecendo como um dos técnicos MAIS LEGAIS da NBA. Quando perguntaram sobre quão bom Nikola Jokic poderia se tornar, ele respondeu: “Você pode falar sobre esses pivôs muito jovens que são muito talentosos, o garoto em Nova iorque, Minessota, Filadélfia. Eu não sei o nome de nenhum deles. Mas eu sei o nome DESSE garoto. Eu sei quem é Nikola Jokic e eu não o trocaria por ninguém no mundo.”

Sério: quão legal é um técnico defender o Jokic e afirmar que NEM SABE O NOME do Okafor, do Porzingis e do Towns?


Ainda sobre técnicos: não é segredo nenhum que o Marreese Speights, do Warriors, é o MAIOR FÃ VIVO do seu ex-técnico Mark Jackson. Ele escreve tweets de admiração ao técnico, fica eufórico de jogar contra ele só para revê-lo e manda constantes mensagens de incentivo. Agora, no segundo em que o Suns demitiu o técnico Jeff Hornacek, Speights avisou Mark Jackson que a vaga para o Suns estava aberta!

É claro que o Speights tem a melhor das intenções, mas ele faz o Mark Jackson parecer o cara mais desesperado por um emprego no mundo. É tipo aquele seu colega que quer te arrumar uma namorada e assim que alguém acaba um namoro, ele vai lá e te avisa publicamente no Twitter. E tudo isso enquanto o Mark Jackson tá lá de boas, felizão sendo comentarista na televisão.


No nosso último podcast especial referente às assinaturas do mês de janeiro, falamos sobre os relatórios pré-draft de uma série de jogadores, incluindo Wesley Matthews, que supostamente era um jogador que infiltrava o tempo inteiro e fazia a maior parte dos seus pontos na linha de lances livres. Mas como seu controle de bola era questionável, ninguém topou o risco de draftá-lo por temer que ele não fosse conseguir infiltrar entre os profissionais. Wes só conseguiu uma chance da NBA ao reinventar seu jogo, e pelo jeito ele levou isso REALMENTE A SÉRIO:

Wesley Matthews acabou de converter 1000 bolas de três pontos em apenas 488 jogos na carreira, sendo o jogador mais jovem não chamado Stephen Curry a atingir a marca na atual NBA. De infiltrador questionável a um dos maiores especialistas em três pontos na Liga, isso que é transformação.


Momento Nowitzki disfarçado! O Blazers, ex-time de Wes, soltou um vídeo perguntando aos seus jogadores com quem eles foram confundidos na rua recentemente. As respostas são fantásticas, mas nenhuma vence o Chris Kaman dizendo que foi confundido com o Dirk Nowitzki. Sério, isso é muito ofensivo para o alemão. Basicamente, se você vê qualquer cara branco, muito alto e levemente loiro, já pensa que é o Nowitzki, não importa quão feio seja. Pobre coitado.


 

Quem diria que às vezes DeMarcus Cousins pode ser sensato? O primeiro dia do Mês da História Negra coincidiu com o primeiro dia do calendário lunar, o Ano Novo Chinês. Para celebrar – não o Mês da História Negra, mas sim o Ano Novo Chinês, já que a China é um grande mercado para a NBA – o Kings resolveu dar de presente camisetas comemorativas, deixadas em cima de cada uma das cadeiras do seu ginásio. Problema: esse ano chinês é o ano do macaco, e Cousins percebeu que seria de gosto levemente duvidoso receber torcedores no Dia da História Negra com uma camiseta estampada COM UM MACACO:

[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=”Noção: não trabalhamos”]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Kings.jpg[/image]

Embora tudo não tenha passado de um mal entendido, foi ótimo que Cousins tenha percebido a encrenca e poupado as sensibilidades que teriam recebido a imagem com uma justa estranheza.


Momento Boban, marca registrada (mas não registrada pela gente, claro, que se processam até por tatuagens, o que dizer do nome de um sujeito?). Essa bombou na internet brasileira, mesmo que NINGUÉM fizesse ideia de quem se tratava na imagem – galera só achou legal olhar para um gigante branquelo ao lado de uma gatinha mirrada:

[image style=”” name=”on” link=”” target=”off” caption=””]http://bolapresa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/boban.jpg[/image]

A imagem é fantástica, admitamos, mas saber que é o Boban não dá um gostinho todo especial?

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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