🔒Filtro Bola Presa #78

A NBA acaba de passar pelo “trade deadline”, a data limite para trocas na temporada. Diversos times fizeram mudanças drásticas e não faltam discussões sobre quais times saíram vencedores das trocas, quais saíram perdedores, quem são as novas potências da Liga e as chances de título das principais equipes. Mas aqui no Filtro Bola Presa não é lugar para análise: nessa semana separamos as mais divertidas histórias dos bastidores dessas trocas, além de recordes, histórias de camaradagem, polêmicas, anedotas e, claro, mascotes!

Quando o Dallas Mavericks fez uma troca com o Sacramento Kings para se livrar do contrato de Harrison Barnes, teve que dispensar um jogador do elenco para criar espaço para os dois jogadores que recebeu, Zach Randolph e Justin Jackson. O escolhido para ser cortado foi o pivô Salah Mejri, que tinha média de apenas 7 minutos por jogo, coitado.

O problema é que não apenas Salah tinha média de 4 tocos a cada 100 posses de bola (enquanto o Mavs tem tido problemas sérios para proteger o garrafão) como também era o veterano mais próximo de Luka Doncic – ao lado de JJ Barea, que não está com o time por estar lesionado pelo resto da temporada. Como Doncic tem apenas 19 anos e está ainda se adaptando ao novo país, assim que o time abriu uma vaga no elenco com a dispensa de Randolph, surgiu a sugestão: e se o time contratasse Salah de novo, já que os dois são próximos desde os tempos de Real Madrid?

Dito e feito: um dia depois, o Mavs foi lá e trouxe o jogador de volta. Além de conseguir o que queria, que era se livrar de Harrison Barnes, o time ainda deu um jeito de evitar qualquer tristeza no coraçãozinho de Luka Doncic trazendo seu amigo de volta. Não façam Doncic sofrer, seus brutos! Não foi nada mal para o pivô da Tunísia também: para ser dispensado Mejri precisou receber seu salário da temporada e aí ganhou um novo para ser recontratado. Foram QUINHENTOS E TRINTA E UM MIL DÓLARES a mais na conta só pela dor de cabeça de ter passado dois dias desempregado.

Doncic está jogando TANTA BOLA que a gente se esquece do quanto ele é baby: há 6 anos atrás ele tinha essa cara de filhote de ratinho enquanto era MVP da Minicopa com o Real Madrid. Deixa a criança ter o amiguinho Salah pra brincar em paz, pessoal!

Aliás, Doncic foi motivo de polêmica na última semana por dizer que acha mais fácil pontuar na NBA do que na Europa. Assim que a galera caiu matando, ele ficou CANARINHO PISTOLA porque tiraram da discussão as suas justificativas: segundo o armador, as quadras na NBA são maiores e a regra dos 3 segundos impede os defensores de protegerem o aro. De fato, desde que os 3 segundos foram implementados nesse formato em 2001, os placares da NBA aumentaram progressivamente – o que ficou ainda mais drástico com o aumento nas bolas de três pontos.

De volta aos jogadores dispensados, o Thunder também passou a faca em Alex Abrines, com a diferença de que ele tinha quase 20 minutos por jogo, era um dos jogadores que mais arremessava bolas de 3 pontos no time e seu afastamento não foi necessário para criar espaço para uma troca. Pelo contrário, o time já tinha um espaço sobrando e quis cortar Abrines mesmo assim. O jogador só jogou duas vezes desde o final do ano passado porque está enfrentando “problemas pessoais” e o Thunder, embora diga que continuará apoiando o jogador no que for necessário, não pode se dar ao luxo de mantê-lo no elenco.

Entre os jogadores que foram trocados, destaque para o RANCOR do Bobby Portis com o Chicago Bulls. No Twitter, ele se deu ao trabalho de pegar uma mensagem onde alguém dizia que o Otto Porter, por quem ele foi trocado, acertou seus primeiros três arremessos só para dizer por cima que ele fez seus SEIS primeiros arremessos pelo Washington Wizards. Não fica mais quinta série que isso!

Outro que foi trocado e ainda parece fora de sintonia é Marc Gasol, completamente perdido na hora do ritual pré-jogo do Toronto Raptors. Em defesa dele, eu também não faço A MENOR IDEIA do que está acontecendo, a vontade é dar um tapa na cara de todo mundo e ver se voltam ao normal:


CELEBRAÇÃO EXAGERADA DA SEMANA

Conhecemos a marra de Kelly Oubre, mas o que ele pretendia com isso aqui?  Não sei se fico mais surpreso do quão perto ele ficou de dar uma CABEÇADA no Draymond Green ou se pelo fato do ala do Golden State Warriors nem esboçar uma reação.


SALTOS DA SEMANA

Ninguém tira das mãos de Vince Carter o troféu de “eu não sabia o que estava acontecendo”. Ele admitiu que na sua enterrada mais famosa, em cima de Frédéric Weis na final da Olimpíada de 2000, NÃO PERCEBEU QUE TINHA SALTADO O CARA. Pra ele foi simplesmente natural, deu dois passos, subiu, tentou alcançar a cesta e ficou se perguntando onde raios o pivô adversário (de 2,18m, aliás) tinha ido parar. Carter achou que o francês tinha saído da sua frente, não que estava EMBAIXO dele!

Esse grau de capacidade atlética é o tipo de coisa que só acontece uma vez por geração, mas por sorte já encontramos o representante da nova: Zion Williamson. O universitário só tem 2,01m de altura, pesa insanos CENTO E TRINTA QUILOS, todas as leis da física dizem que ele deveria ficar ancorado no chão pra sempre e ele me faz uma coisa inacreditável dessas. Depois eu falo que o joelho dele NÃO TEM COMO EXISTIR e acham que estou torcendo contra:

Vale a pena ver por outros ângulos esse MONSTRO jogando em meio às pobres crianças humanas convencionais:

Aliás, será que pular é genético? É o que nos indica essa foto do pai do Aaron Gordon, Eddy Gordon, que jogou basquete universitário em sua época e chegou a ter um contrato para jogar na NFL:


MOMENTO BOBAN (e Tobias Harris!) DA SEMANA

No meio das trocas, nosso amado Boban Marjanovic foi parar no Sixers – e para nosso mais profundo alívio, foi trocado junto com seu melhor amigo, Tobias Harris. É a segunda vez que os dois são trocados JUNTOS, da primeira vez saíram do Detroit Pistons rumo ao Clippers (na troca do Blake Griffin). Pelo jeito nenhum General Manager tem o coração PELUDO o bastante para afastar essas duas almas gêmeas: olha a alegria do Tobias de ver seu amigo treinando com ele antes da estreia dos dois na Philadelphia!

Tobias Harris ficou sabendo da troca à uma e meia da manhã enquanto via série de sustinho na Netflix. Ele ficou com cagaço quando o telefone tocou e ao atender recebeu um convite do técnico Doc Rivers para uma conversa. Primeiro ele achou que fosse para VER VÍDEOS DE JOGO, até se tocar no elevador que ele estava provavelmente sendo trocado:

O time recebeu Tobias Harris e Boban Marjanovic de braços abertos e aproveitou para celebrar a camaradagem no time ao mesmo tempo em que CUTUCOU o Lakers: “se cair, fique no chão, seu irmão virá te levantar”. A frase, que ficou famosa na boca de LeBron James no começo dessa temporada, parece cada vez mais difícil de acreditar depois que todos os “irmãos” de LeBron no time quase deixaram a equipe na cogitada troca por Anthony Davis.


AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR DA SEMANA

Por falar em camaradagem, quão FOFO é o Joel Embiid fazendo um corta-luz para Ben Simmons que é completamente DESNECESSÁRIO porque LeBron James se negou a marcar um improvável arremesso de longa distância do armador? E mais: como alguém é marcado a essa distância no perímetro e não perde todas as noites de sono treinando arremessos?

Ainda na camaradagem, nada se compara com o clima de amizade do Blazers. Evan Turner é fã de um hambúrguer que não existe em Portland e quando foi pedir um desses para ele em Dallas após um jogo, achou que era uma boa ideia aproveitar e pedir um para TODO MUNDO DO TIME, afinal “não dá pra deixar os outros com fome”. Ao The Athletic, Turner conta que quando era novato resolveu pedir uma pizza pra ele após uma partida. A comida chegou e logo sumiu, tinha sido escondida pelos veteranos Lou Williams e Andre Iguodala, que chamaram o colega de lado para explicar que na NBA ou você compra comida para todo mundo ou não compra nada.


JOGADORES QUE O LEBRON QUER ROUBAR DA SEMANA

Enquanto isso, LeBron James está lá em Los Angeles, sozinho, querendo salvar o mundo. Contra o Sixers (aquele jogo em que ele se recusou a marcar o arremesso do Ben Simmons), seu Lakers estava perdendo por 20 pontos com menos de 5 minutos para o fim do jogo e LeBron ainda estava em quadra para tentar um milagre. Estatisticamente, esse é o gasto de energia mais INÚTIL que você pode imaginar: nas 5528 vezes que um time abriu 20 pontos de vantagem a menos de 5 minutos do fim, NUNCA o time atrás do placar conseguiu uma virada. N-U-N-C-A.

Pra não estar perdendo por 20 pontos no fim do jogo, que tal a ajudinha de Anthony Davis? Não à toa, LeBron escolheu Davis para o seu time do All-Star Game – e foi imediatamente acusado de “tampering”, ou seja, negociar trocas ou contratações com jogadores que ainda estão em contrato com outros times, o que é proibido pela NBA. Mas segundo LeBron, “tampering não vale no All-Star Game”, é hora de escolher todos os “brothers” e tentar convencê-los de quão lindo seria jogarem todos os juntos em Los Angeles:

Dá pra entender o medo que os outros times da NBA tem de que LeBron (e qualquer outro funcionário do Lakers) fale com seus jogadores, né? Sente a confusão: funcionários do Sixers entraram em contato com o LA Lakers pedindo um encontro entre Ben Simmons e Magic Johnson. A ideia era que o antigo astro ajudasse o pirralho nessa história de ser armador gigante na NBA sem saber arremessar. Foi então que Rob Pelinka, manager do Lakers, entrou em contato com o manager do Sixers, Elton Brand, para pedir autorização para o encontro. Brand ficou PUTAÇO e saiu falando que o Lakers estava (DE NOVO!) infringindo a tal regra de “tampering”, sem saber que tinham sidos pessoas do próprios Sixers que pediram o encontro. No fim das contas os dois lados desistiram do encontro e Brand ligou para Magic para se desculpar. Alguém já viu tanta energia ser desperdiçada à toa?


REDES SOCIAIS DA SEMANA

Uma das coisas mais legais do All-Star Game, além de ver LeBron tentando convencer jogadores a migrar para Los Angeles, é a lista de emojis para cada jogador no Twitter. Tem de tudo: alguns são referências aos apelidos (Chef Curry, Joker, D-Loading), outros aos times, outros aos seus apelidos, gostos pessoais ou mecânicas de enterrada ou arremesso. Minha única reclamação é que o lobinho do Karl-Anthony Towns deveria estar dormindo…

Gosto especialmente do fato que Damian Lillard já é conhecido como rapper e que um microfone seja o seu símbolo. E nenhum é pior que o Kyrie Irving dentro de um TREVO. E por que Bradley Beal é um PANDA? Segundo ele mesmo, seu apelido é Big Panda ” porque eu como muito, como um panda”. Ok…


RECRUTAMENTO SUTIL DA SEMANA

Por falar em convencer jogadores, não é segredo pra ninguém que o New York Knicks fez todas as suas trocas pensando em contratar Kevin Durant na temporada que vem. A vontade é tanta que o time mandou sua publicidade para vender “season-tickets”, os ingressos para temporada inteira, com uma foto do Durant – jogando em outro time, claro, mas tá ali perfeitamente visível. Para bom entendedor…


ELOGIO DA SEMANA

Russell Westbrook não é o melhor jogador do OKC Thunder na temporada. A opinião não é minha, mas do próprio jogador! Ao dar entrevista pós-jogo ele disse que deveria falar antes de Paul George porque “o mais bonito fala primeiro, o melhor fala depois”.

Além de ser gato, a função do Westbrook é claramente fazer triple-doubles. Se não bastasse mais uma temporada com médias de triple-double, agora ele se tornou o único jogador da história a fazer DEZ triple-doubles seguidos, à frente até de Wilt Chamberlain:

E fez mais um contra o New Orleans Pelicans enquanto esse Filtro ficava pronto! ONZE na conta do menino Westbrook.


MOMENTO AQUI TEM INFOMAÇÃO

O New York Times foi em seus registros e descobriu que o primeiro uso da palavra triple-double no jornal foi em 1984. Se referia ao pivô Jeff Ruland, que teve um jogo de 22 pontos, 12 rebotes e 10 assistências pelo Washington Bullets contra o NY Knicks. A origem geral do termo é incerta, com alguns dando crédito para Bruce Jolesch, relações públicas do LA Lakers no começo dos anos 1980, e outros para Havey Pollack, diretor de mídia do Philadelphia 76ers na mesma época. O que todas as versões concordam é que ambos queriam destacar a versatilidade de Magic Johnson


EVENTO DA SEMANA

Além de ser uma máquina de triple-doubles, aqui está outra coisa que Russell Westbrook pode se orgulhar: ele faz parte de uma das mais BIZARRAS e ALEATÓRIAS frases de todos os tempos, a descrição da foto abaixo que parece ter saído de uma viagem de ácido. Em tradução livre: “Russell Westbrook depois do jogo conversando com MC Hammer, que está em Oklahoma para lançar um programa de programação de computadores na prisão estadual feminina”. Mas hein?!


REVIRAVOLTAS DA SEMANA

Com a virada do Clippers em cima do Celtics (depois de estar perdendo por 28 pontos) e a virada do Thunder em cima do Rockets (depois de estar perdendo por 26), tivemos a primeira vez em 20 anos que dois times viraram jogos após estarem perdendo por 25 pontos ou mais!

A virada do Clippers, aliás, foi histórica por muitos outros motivos: foi a maior de um time fora de casa nos últimos 10 anos, a maior diferença que o Celtics deixou escapar desde 2003, e a primeira vez em 20 anos que um time, no caso o Clippers, consegue duas viradas de mais de 25 pontos na mesma temporada.

A outra virada de 25 pontos do Clippers, aliás, tinha acontecido quatro dias antes, contra o Charlotte Hornets. E três dias antes disso eles viraram sobre o Detroit Pistons depois encararem uma desvantagem de 20 pontos. Alguém tem que ir para Los Angeles ensinar aquela torcida o canto do “time da virada, time do amor”.


MOMENTO ABC TODA CRIANÇA TEM QUE LER E ESCREVER DA SEMANA

John Wall rompeu o tendão de Aquiles, vai passar pelo menos um ano afastado das quadras, não é muito bem recebido no vestiário do Washington Wizards, e então resolveu que usará o tempo para retornar a Kentucky e finalizar a faculdade que ele abandonou para poder jogar na NBA! Sério, é a única coisa bacana em toda essa história trágica que pode muito bem ter encerrado a carreira de John Wall:


ANTES E DEPOIS DA SEMANA

Por falar em carreira encerrada, é normal que atletas profissionais quando param de jogar se permitam descuidar um pouco da forma física e comer umas besteiras. Yao Ming celebrou publicamente que enfim poderia comer frango frito à vontade quando se aposentou, e outros jogadores (de Charles Barkley a Shaquille O’Neal, passando até pelo nosso Ronaldo Fenômeno) sentem-se livres para ignorar a balança. Pode colocar nessa lista também o Eric Snow, ex-jogador do Sixers e do Cavs, que era assim quando profissional:

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Agora, como técnico do time da G League afiliado ao Dallas Mavericks, Eric Snow está assim:

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UM MORTO MUITO LOUCO DA SEMANA

Um técnico que nunca vai passar por uma mudança física drástica dessas é Tom Thibodeau, por um motivo simples: ele claramente MORREU, foi empalhado e sentaram ele numa cadeira em rede nacional para não criar desconfiança.


JUIZ FDP DA SEMANA

A arbitragem da NBA, como em quase todos os esportes, está aí para ser xingada. O trabalho beira o impossível e os caras ainda não se ajudam com uns erros grosseiros que servem de faísca em palheiro para as críticas. O mais legal é que jogadores e técnicos querem reclamar, precisam xingar mas fazem isso sabendo que a liga logo vai multá-los. A solução encontrada por Erik Spoelstra foi a da educação: com “Escuta, NBA, não me dê uma multa…”

É basicamente o oposto de Joel Embiid, que terminou sua entrevista pós-derrota para o Boston Celtics com palavrões claros. A multa de 25 mil dólares chegou no dia seguinte.

Dica para poder reclamar da arbitragem: quando Thaddeus Young era novato, Tim Duncan lhe ensinou que a melhor maneira de questionar as decisões dos juízes era saber o NOME de todos eles. A matéria abaixo coleta várias histórias sobre novatos que ainda não se acostumaram com isso, incluindo Garrett Temple tomando bronca de um árbitro (“eu sei seu nome, então aprenda o meu”) e Trae Young nessa temporada chamando os juízes pelo número de suas camisetas.

Saber o nome dos juízes, no entanto, não impede que eles tomem decisões ESTÚPIDAS em quadra. A polêmica dessa semana foi com relação a uma andada terrível de Breadley Beal que a arbitragem deixou passar. Quando a internet caiu matando, a associação dos árbitros se defendeu alegando que Beal perdeu a posse de bola no meio da jogada e portanto podia retomar o pé de apoio após recuperá-la. Tudo lindo, correto, cheiroso, com exceção que Beal não perde a bola NEM A PAU, ele apenas se atrapalha com ela nas mãos. Dá pra conferir no vídeo abaixo:

Blake Griffin, que está virando uma das contas mais engraçadas da internet, descobriu tudo: certamente Breadley Beal hackeou a conta dos árbitros e postou aquela desculpa RIDÍCULA para se safar das piadas na internet.

Outro que não perdoou os juízes foi ex-técnico PJ Carlesimo. Ele deveria só analisar o step-back de James Harden e explicar como ele é tão devastador, mas não conseguiu se segurar e disse que ele só faz o que faz porque geralmente dá uns passos a mais que o permitido:

Aproveitando a passagem de James Harden por aqui, uma estatística ASSUSTADORA do armador: Harden é o primeiro jogador da história a fazer 36 pontos de média numa temporada e cobrar menos de 11.9 lances livres por jogo. Se você acha que Harden cobra muitos lances livres é porque não viu Wilt Chamberlain cobrando DEZESSETE por jogo em 1961 (e mais de 12 em outras 4 temporadas) e Michael Jordan cobrando quase DOZE em 1986. Dentre os poucos jogadores a terem uma média tão alta de pontos, Harden ainda é o líder em aproveitamento geral de arremessos, em assistências e o último colocado em minutos jogados.


PLANO QUE VAI PRIVADA ABAIXO DA SEMANA

Lembram que nosso plano aqui no Bola Presa era um dia comprar o Bucks porque o time era o mais barato da NBA? Agora o time é o primeiro colocado disparado em toda a NBA e o preço não para de subir – daqui a pouco vamos ter que comprar algo mais modesto, tipo o – argh! – Atlanta Hawks.


HOMENAGENS DA SEMANA

Sugeriram que Bill Walton celebrasse seu aniversário dando uma mordida num cupcake enquanto a vela ainda estava acesa. Ele, maluco como sempre foi, topou. Ele é um patrimônio do basquete mundial, mesmo que às vezes por motivos não muito basquetebolísticos.

Outra homenagem: a escola de Nikola Jokic na Sérvia agora tem uma imagem gigante dele, com os dizeres “não tenha medo de falhar pra valer”. Só não sei ainda se é uma homenagem ao pivô ou se estão usando ele como um bizarro exemplo de FRACASSO, do tipo “não tenha medo de falhar como ele falhou”. Já estou prevendo uma queda nos Playoffs, talvez?

Mas por enquanto, Jokic não precisa ter medo de falhar. Na verdade, o Nuggets é um dos times que deveria estar mais empolgado para a pós-temporada: nenhum time tem mais vitórias contra o atual top-10 do Oeste nessa temporada do que eles!


CASAMENTO DA SEMANA

Sempre tem alguém fazendo propostas de casamento nos intervalos dos jogos da NBA, mas chegamos a um outro nível nessa semana. O cara surpreendeu uma cheerleader do Detroit Pistons, fez uma apresentação SENSACIONAL de dança e ela, ainda bem, disse sim. Até eu disse sim aqui em casa, não tem como evitar.


JOGADAS BOLA PRESA DA SEMANA

O Warriors é tão bom, mas tão bom, que até quando dá tudo errado, funciona. O pior de tudo é o DeMarcus Cousins levantando o dedinho como se tivesse dado uma assistência:

Mas nada foi mais vergonha do que PJ Tucker tendo o melhor momento da sua vida, dando o drible da sua carreira, lukadoncicando o Luka Doncic, e aí dando um passe TOTALMENTE CAGADO para fora. Cabeça do cara deve ter pensado o seguinte: o que ele gostaria que outro jogador fizesse se estivesse nessa situação? Passado para o PJ Tucker na zona morta, claro! Na ideia de “faça pelos outros o que você quer que façam por você”, ele passou a bola para ele mesmo na zona morta – com o detalhe que, claro, ele não estava lá pra receber…


MASCOTES POWER RANKING

Lembra uma vez que eu disse que sempre iria dar pontos para o Grizz quando ele pulasse da arquibancada para quebrar uma mesa? O momento chegou! Dessa vez ele ainda contou com a participação de Mick Foley, nome folclórico do mundo da luta-livre, multi-campeão do WWE e que levou para a apresentação o Mr. Socko, um FANTOCHE DE MEIA que ele enfia na boca do rival antes de aplicar seu famoso “mandible claw“. E não acaba aí: o jogo era contra o Pelicans e eles vestiram o “inimigo” com uma antiga camisa do David West de quando o time ainda era New Orleans Hornets. Não sei se fica melhor que isso:

Aliás, recomendo mais uma vez este excelente podcast sobre como o Grizz usa a PAIXÃO de Memphis pela luta-livre (sim, a de mentirinha) para criar suas apresentações e até para contar histórias que são trabalhadas ao longo de toda a temporada. É arte e storytelling coberta com pelúcia cinza.

Os 5 pontos da semana vão para Franklin, do Philadelphia 76ers. Numa semana com polêmica de arbitragem, ele está aí para mostrar respeito, carinho e dedicação a esses nobres profissionais que tanto se esforçam para nos dar assunto e motivo pra ficar CANARINHO PISTOLA no Twitter:

RANKING

Bango – 45
Coyote e Franklin – 30
Grizz e Benny – 25
Raptor – 20
Crunch e Rumble – 15
G-Wiz, Hugo, Jazz Bear, Stuff e Clutch – 10
Champ, Gorilla, Harry, Chuck, Moondog e Rocky – 5

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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