🔒 O dia em que a NBA quebrou

O atual campeão da NBA, vencedor da Liga em 3 das últimas 4 temporadas, subitamente contratou DeMarcus Cousins ainda nos primeiros dias do período de ofertas para os jogadores. Ainda que a contratação gere uma série de questões de encaixe (tanto em termos táticos quanto em questões disciplinares), o simples fato de que o melhor time da NBA contratou um dos melhores, se não o melhor, jogador de garrafão da atualidade foi suficiente para uma sensação geral de DESEQUILÍBRIO. Numa Liga que se orgulha de que todos os times tenham exatamente as mesmas oportunidades, com uma série de regras e detalhes que impedem um time de concentrar todos os recursos, o que pode ter causado essa sensação de desequilíbrio? Quais regras foram torcidas para que o basquete americano, de um dia para o outro, amanhecesse cercado de acusações de estar QUEBRADO?

Primeiramente precisamos entender de onde vem a ideia de que a NBA seja uma competição “equilibrada”, em que todos possuem chances iguais de construir equipes vencedoras. Basicamente duas estruturas garantem esse modelo “igualitário”: o teto salarial e a partilha de lucros, algo difícil de se encontrar em outras competições esportivas ao redor do mundo.

O teto salarial é basicamente um limite de gastos que os times podem ter com seus jogadores, impedindo – como é o caso do futebol – que um time só com mais dinheiro possa contratar todos os melhores jogadores disponíveis. Esse teto salarial, no entanto, não é “duro”. Existem inúmeras exceções para que times possam ultrapassar esse limite, o que leva muitas pessoas a acreditarem que esse limite é uma FARSA, uma mera ilusão que os times mais ricos podem ignorar com frequência. O Golden State Warriors, por exemplo, é um time que já estava acima do teto salarial e acaba de contratar DeMarcus Cousins – não seria isso um indício de que esse limite salarial é insuficiente para impedir times “apelões”?

É com essa questão em mente que precisamos entender alguns detalhes do sistema de teto salarial. Um teto “duro”, fixo, traz consigo uma série de problemas. Imaginemos que um time contrate um jogador por 4 anos, com pequenos aumentos anuais em seu salário. O teto salarial também tende a aumentar todos os anos (ele é determinado como mais ou menos 45% de todo o dinheiro ganho com a NBA na temporada anterior e mais o contrato de televisão da temporada seguinte), mas se ele aumentar MENOS do que o salário de um jogador já contratado, o time não teria mais como mantê-lo – mesmo que ele estivesse sob contrato! Outra dificuldade seria manter jogadores que já estão com a equipe, mas cujos novos contratos precisam ser maiores e não há espaço, fazendo com que os jogadores troquem de time a cada novo contrato. Mas para os torcedores, o pior efeito colateral de um sistema de teto de salário “duro” é que um time que assinou com todos os seus jogadores por 4 ou 5 anos e atingiu o limite salarial está CONGELADO, não podendo contratar mais ninguém por meia década – até mesmo uma escolha nova de draft usaria um espaço salarial que o time não teria. Temos então dois cenários possíveis: ou o limite salarial vira um número simbólico e nenhum time jamais arrisca atingi-lo, sob pena de não poder fazer modificações em seu elenco por anos a fio, ou então temos times congelados, ou seja, times ruins que continuam ruins e times bons que continuam bons, sem muita oportunidade para mudanças interessantes para o público.

As exceções que permitem que times ultrapassem o teto salarial tentam justamente arrumar essas questões: times podem extrapolar o limite de gastos para renovar com jogadores que já sejam seus, para assinar novatos escolhidos no draft e para contratar qualquer jogador por um salário MÍNIMO, ou seja, salários que hoje variam entre 500 mil e 1,6 milhões (como comparação, vale lembrar que um salário médio da NBA é de mais de 8 milhões, de modo que o salário mínimo é para jogadores extremamente secundários, apenas para fechar um banco de reservas ou tapar um buraco desesperado).

Para permitir que os times possam fazer mudanças internas que não incluam apenas jogadores via salário mínimo, novatos ou jogadores que já estavam com o time, temos também uma exceção de “salário médio”, no valor de 8 milhões de dólares, e uma exceção bi-anual, ou seja, a cada dois anos, no valor de 3 milhões de dólares.

A pegadinha está no fato de que todos os times que ultrapassam o teto salarial pagam multas, mas os que o ultrapassam em mais de 6 milhões usando essas exceções perdem também uma série de BENEFÍCIOS: não recebem a exceção bi-anual e o salário médio que eles podem oferecer para contratar jogadores todos os anos é de 5 milhões, não 8 milhões como o dos outros times. Para piorar, times que estejam nessas condições não podem receber jogadores via sign-and-trade, ou seja, não podem enviar jogadores para receber via troca alguém que acabou de assinar um contrato com outra franquia.

Times que estão menos de 6 milhões acima do limite recebem a exceção de salário médio de 8 milhões, mas não podem usá-la se o novo contrato colocá-los acima desses 6 milhões. Além disso, qualquer time que use sua exceção de contrato médio de 8 milhões ou sua exceção bi-anual está se COMPROMETENDO a não ultrapassar os 6 milhões acima do limite, na prática congelando o elenco até o final da temporada, uma decisão difícil de ser tomada.

Isso significa que ultrapassar o limite salarial é DIFÍCIL DE FAZER, e os times que não ultrapassam (ou ultrapassam apenas um pouquinho, os tais 6 milhões) ganham benefícios para assinar novos jogadores e precisam se comprometer a não aumentar seus gastos acima do estabelecido. Quem insiste em manter seus próprios jogadores e extrapola o teto salarial sem medo só pode mexer no elenco com salários mínimos ou um contratinho novo de 5 milhões por temporada, o que é MUITO POUCO comparado com o salário que qualquer outro time que não extrapole o limite pode oferecer.

Então vamos recapitular: times abaixo do teto salarial ou menos de 6 milhões acima dele recebem exceção para manter seus jogadores (maior dependendo de quanto tempo o jogador está no time), exceção para os novatos, exceção de contratos mínimos (no máximo 1,6 milhões), exceção bi-anual (3 milhões) e exceção mid-level (8 milhões).

Times 6 milhões ou mais acima do teto salarial recebem uma mid-level de apenas 5 milhões, e que também mantém o jogador contrato por apenas 3 anos, ao invés de 4, e não recebem a exceção bi-anual.

Além disso temos também as multas por exceder o limite: de 0 a 5 milhões acima, cada dólar gasto gera 1.50 de taxa; cada dólar acima disso gera 1.75 de taxa até o limite de 10 milhões; acima disso são 2.50 de taxa até o limite de 15 milhões; mais do que isso são 3.25 até o limite de 20 milhões. E mais: o time ultrapassou o limite em 3 das últimas 4 temporadas? Então paga um dólar a mais para cada faixa: começa em 2.50, depois 2.75, vai pra 3.50 e assim por diante. Ou seja: times 6 milhões acima do teto salarial tem menos chances de contratar jogadores, ficam com o elenco mais travado e ainda vão parar na segunda “etapa” das multas. Se fizerem isso por muitos anos, ainda pagam mais caro ainda.

E se você está pensando que times em mercados mais ricos podem simplesmente arcar com isso porque “compensa”, entra aqui o segundo mecanismo de igualdade na NBA, a “partilha de lucros”. Após uma análise do tamanho do mercado de cada time, é estipulada uma quantia de dinheiro (ou porcentagem dos lucros, o que for maior) que cada equipe precisa depositar numa “CONTA CONJUNTA” da Liga. Isso significa que o Bucks deposita uma grana pequena, enquanto o Lakers deposita uma quantia ABSURDA. Depois, todo esse dinheiro é distribuído em partes iguais para todos os times, de modo que quem depositou menos sai no lucro; quem depositou mais, sai no prejuízo. Na prática, isso significa que mesmo que o Lakers ou o Knicks gerem mais dinheiro (com ingressos, produtos, turismo, etc) acabam tendo que ceder mais grana do que os outros times e sobra menos para pagar as multas por exceder o teto salarial.

Além disso, times abaixo do teto salarial recebem PELO MENOS um valor igual a 50% das multas pagas pelos times que excederam o limite, com a outra metade indo parar nas mãos da diretoria da NBA – que, algumas vezes, decide repassar essa grana também para os times abaixo do teto salarial, para estimular a prática. Esses times só não podem ficar abaixo de um “mínimo de gastos” estipulado, porque caso fiquem são obrigados a pagar o mínimo estipulado de qualquer maneira, distribuindo o dinheiro que faltou para seus jogadores.

Não dá pra “encostar” então: os times precisam depositar uma quantia mínima na “conta conjunta” mesmo que não tenham nenhum público, e precisam gastar um mínimo de salário entre seus jogadores. Mas ter uma situação saudável financeira permite que você receba dinheiro da “conta conjunta”, dinheiro das multas, e tenha mais opções para assinar jogadores com contratos médios. Isso, por si só, é um incentivo para que times não queiram ficar acima do teto salarial e para que os jogadores encontrem salários maiores em equipes “saudáveis” financeiramente ao invés de times que ultrapassaram o limite de gastos.

Voltemos então ao caso do Golden State Warriors. O teto salarial para a próxima temporada é de 101 milhões de dólares, um aumento pequeno para o da temporada anterior, que era de 99 milhões de dólares. O Warriors, nesse momento, gasta 110 milhões com salários – outros NOVE TIMES gastam mais dinheiro do que eles, mas os 9 milhões acima em salários é suficiente para que eles percam quaisquer regalias nas contratações. Não podem receber uma exceção bi-anual, não podem fazer um sign-and-trade e sua exceção de contrato médio é de 5 milhões, menor do que a de outros 16 times da NBA. Estão fadados, portanto, a acrescentar apenas jogadores que topem salários mínimos (os famosos “tapa-buracos”) e um carinha aí que aceite 5 milhões ao invés de 8 milhões em outras equipes.

Historicamente, times campeões vivem essa situação: estão presos aos seus jogadores, fazendo contas desesperadas para encontrar maneiras de manter o elenco que já possuem (já que jogadores campeões se VALORIZAM, querendo contratos maiores, como foi o caso do Harrison Barnes no Warriors), e encontrando reforços pontuais entre os jogadores que topem contratos mínimos. É uma estratégia que gosto de chamar de “construa e eles virão”: ao montar um time campeão, você precisa automaticamente acreditar que jogadores veteranos, em fim de carreira, toparão contratos mínimos para compor seu elenco em troca de uma chance de ganhar um título. Foi assim que o Los Angeles Lakers conseguiu Karl Malone e Gary Payton, que o San Antonio Spurs conseguiu Robert Horry, Stephen Jackson e Kevin Willis, que o Miami Heat conseguiu Alonzo Morning, Gary Payton, Mike Miller e eventualmente Ray Allen, que o Boston Celtics conseguiu Sam Cassell, e que o Bulls de Michael Jordan conseguiu John Salley e Robert Perish. E esses são apenas jogadores já “consagrados”: jogadores menos importantes também topam contratos mínimos em times campeões para aparecer na mídia, provar que podem contribuir com times vencedores ou apenas para disputarem títulos mesmo.

Times vencedores sempre conseguem ajuda: é inevitável, desde que os jogadores adicionados topem contratos menores. Não há qualquer regra NO PLANETA capaz de impedir esse tipo de transação. Não podemos impedir um jogador de DESEJAR MENOS DINHEIRO pelo direito de participar de um time, disputar um título ou jogar com seus amigos. A única coisa que podemos é saber que isso é RARO, que salários maiores tendem a ser mais desejados, e que em geral estamos lidando apenas com jogadores muito secundários ou em fim de carreira topando ganhar menos dinheiro (ou caras como Tim Duncan, muito preocupados com a sustentabilidade de seus times, embora Kevin Durant faça a mesma coisa e seja visto com outros olhos).

Times que ultrapassam o limite do teto salarial e NÃO SÃO VENCEDORES, no entanto, têm dificuldades enormes de conseguir ajuda. Em geral jogadores exigem contratos maiores para participar de times fracassados e contratos mínimos podem ser aceitos em QUAISQUER EQUIPES, de modo que é mais simples encontrar situações mais favoráveis. O New York Knicks e o Brooklyn Nets passaram anos acima do teto sem vencer absolutamente nada, caçando jogadores que topassem salários pequenos em situações que não apresentavam nenhuma perspectiva de sucesso, de visibilidade ou de contratos mais gordos no futuro. Nessa temporada teremos o Cleveland Cavaliers quase 10 milhões acima do teto salarial sem nenhuma esperança de sucesso a longo prazo, de modo que encontrar jogadores que topem salários pequenos para jogar por lá será muito, muito difícil.

É por isso que os times possuem tanto receio em extrapolar o teto: se você consegue um time campeão, pelo menos receberá interesse de jogadores veteranos, mas se não for campeão (e apenas um time é campeão por temporada, não custa lembrar) é muito fácil se ver preso num BURACO, com pouca ou nenhuma chance de conseguir reforços. Além disso, altos gastos salariais não são necessariamente sinal de título: o próprio Warriors foi campeão, inicialmente, abaixo do teto.

Mas DeMarcus Cousins não é um jogador em fim de carreira, você pode alegar. Sua ida para o Warriors gera mais desequilíbrio do que a eventual contratação de jogador veterano por salários pequenos em times já campeões. Só que os motivos para isso são diversos e passam, também, por questões do teto salarial que não estão “quebradas”. Dissemos antes que o limite varia de acordo com o dinheiro ganho no ano anterior e os contratos televisivos para o ano seguinte, o que gerou um aumento de apenas 2 milhões da temporada passada para essa. Mas em 2016, o teto salarial subiu VINTE E QUATRO MILHÕES, fazendo com que todos os times de repente tivessem espaço salarial para usar. Com muito dinheiro disponível e poucos jogadores livres de contrato, o que tivemos foi uma chuva de contratações ruins por valores estratosféricos. Dois anos depois o teto salarial voltou a subir lentamente, os times estão presos nos contratos ruins que assinaram, e aí temos poucos times com espaço para oferecer para DeMarcus Cousins. Os poucos com espaço suficiente para oferecer contratos maiores simplesmente não se interessaram, na crença de que vale mais a pena esperar pelo “jogador certo” ao invés de se comprometer com jogadores ruins como tantos times fizeram em 2016.

Isso quer dizer que na prática DeMarcus Cousins só recebeu propostas de exceções mid-level, entre 5 e 8 milhões. Pelo clima do Warriors, pela chance de visibilidade, de mostrar que pode contribuir com times sérios e, claro, a possibilidade de um título, foi para lá. A culpa não é das regras salariais, do espaço salarial, das exceções para que os times possam mexer minimamente nos seus elencos. A culpa é de TIME ALGUM ter oferecido um contrato maior: Cousins acha que vale um contrato máximo e aceitaria esse dinheiro em qualquer lugar, o Warriors foi na verdade sua última opção. O mesmo vale para Isaiah Thomas, que assinou um contrato de 2 milhões por um ano em Denver: ele queria um contrato máximo e, na falta de QUALQUER OFERTA, aceitou um salário próximo ao mínimo apenas para se manter jogando.

A NBA amanheceu “quebrada”, com DeMarcus Cousins no Warriors, basicamente porque os jogadores não são medidos em termos de talento – eles não possuem um número que diga objetivamente quão bons eles são, como acontece no videogame – mas sim em termos de oferta e de procura. As regras salariais garantem que times com maior espaço salarial possam contratar jogadores como DeMarcus Cousins (e uma outra regra, mais recente, permitiria que o Sacramento Kings, responsável por escolher Cousins no draft, lhe oferecesse um contrato maior do que qualquer outro time da NBA se escolhesse ficar com ele), mas o que aconteceu é que ninguém estava interessado – ou seja, por melhor que acreditemos que ele seja, seu VALOR na NBA é, nesse segundo, próximo a zero.

A única maneira de impedir a ida de Cousins para o Warriors seria impedir que jogadores bons aceitassem contratos mínimos ou médios, o que seria IMPOSSÍVEL, ou então impedir times acima do limite salarial de oferecer esses contratos mínimos ou médios, o que puniria uma série de equipes que tomam más decisões muito mais do que a regra atual, de exceções, beneficia o Warriors. Vários times PRECISAM dessa possibilidade de acrescentar jogadores baratos ou renovar com seus próprios jogadores, ainda que ultrapassar o limite seja caro e nocivo para eles próprios. E, sejamos sinceros, apoiado basicamente no seu próprio draft e na vontade de Kevin Durant de fazer parte do time não importando o que acontecesse, o Warriors NÃO PRECISA das exceções e nem de DeMarcus Cousins. As regras favorecem as outras equipes mais do que os atuais campeões, mas elas valem para todos.

A NBA parece desigual por que alguns times tomaram decisões boas demais, outros decisões ruins demais, e a situação econômica depois de 2016 deixou times quebrados ou receosos demais para arriscarem contratações como Cousins ou Isaiah Thomas. Vários times queriam que Cousins não fosse para o Warriors, mas não queriam O BASTANTE para colocar dinheiro na mesa e contratá-lo. Mas se ele se sair bem, se ele REALMENTE tornar o Warriors o time mais apelão de todos os tempos, então os outros times irão contratá-lo, o dinheiro surgirá na mesa, as escolhas financeiras ruins que outros times tomaram chegarão ao fim, e um dia o Warriors não conseguirá mais segurar seus jogadores e se manter acima do teto salarial – ou o fará sem ser campeão, tornando os gastos insustentáveis. E então outro time parecerá melhor do que os outros, e conseguirá atrair veteranos desesperados, até que não se sustente mais, e um novo grande time apareça. Frente às regras do jogo, inclusive as salariais, não há nada quebrado, apenas em andamento: a história simplesmente ainda não chegou ao fim.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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