Preview da Temporada 2019-20

A nova temporada da NBA começa com o melancólico Raptors x Pelicans, sem o contundido Zion Williamson e com a equipe de Toronto recebendo seus anéis de campeão olhando cabisbaixa para o futuro, e logo depois a NBA já ENTRA EM COMBUSTÃO com Lakers x Clippers, finalmente uma rivalidade interessante recheada de estrelas.

Para nos preparar para esse momento analisamos nas últimas semanas todos os elencos da NBA, além de discutir nossas expectativas para cada equipe, numa série de 6 podcasts. Tem um para cada divisão, que você pode ouvir no Spotify ou nos links abaixo:

Divisão Pacífico (Warriors, Clippers, Lakers, Kings, Suns)
Divisão Central (Cavs, Bucks, Pistons, Pacers, Bulls)
Divisão Noroeste (Thunder, Wolves, Nuggets, Blazers, Jazz)
Divisão Atlântico (Celtics, Raptors, Sixers, Knicks, Nets)
Divisão Sudoeste (Rockets, Spurs, Pelicans, Grizzlies, Mavs)
Divisão Sudeste (Wizards, Hornets, Heat, Magic, Hawks)

Mas para os amantes das letras, os odiadores do áudio e aqueles que gostam de ter um local de fácil acesso para voltar às previsões ao longo da temporada (ou até para relembrar as da temporada passada), voltamos com nosso tradicional POSTÃO COM TRINTA TIMES. A ideia é fazer uma passagem rápida por cada equipe destacando dois pontos principais: o que esperar de cada time (ou seja, a expectativa geral da imprensa e do público) e os motivos para assistir aos jogos da equipe nesse começo de temporada (pra gente não se perder nesse MUNDÃO de jogos).

Nossa intenção não é dar palpite nem fazer futurologia, mas mostrar uma FOTOGRAFIA da percepção atual de cada time para saber se, no futuro, as equipes surpreenderam positiva ou negativamente o que se imaginava delas. Vamos lá?


Conferência Leste

Boston Celtics

O QUE ESPERAR: Duas temporadas atrás foi um time que deveria perder por conta do número de lesões e ganhou mesmo assim; e na temporada passada foi um time que deveria vencer porque os jogadores voltaram de lesão e perdeu mesmo assim. O Celtics se tornou um time bem difícil de explicar, um lembrete constante de que jogadores e equipes nem sempre seguem evoluindo, que a expectativa pode transformar completamente a atuação dos jogadores e que o clima nos bastidores realmente impacta o desempenho em quadra. Para essa temporada a esperança é que o BANHO DE REALIDADE una os jogadores, que a saída de Kyrie Irving alivie o vestiário e que um ano a mais de distância de sua terrível lesão permita que Gordon Hayward volte a ser o jogador brilhante de seus tempos de Jazz. No entanto, o futuro que era brilhante agora é cheio de dúvidas: depois de uma temporada ruim não sabemos o que esperar dos avanços pessoais de Jayson Tatum e Jaylen Brown, Kemba Walker talvez não seja capaz de tapar o buraco no ataque ocasionado pela saída de Irving e o Celtics terá que repensar muita, muita coisa ao perder seu garrafão de Al Horford e Aaron Baynes. O time volta a estar numa posição em que, apesar do talento, não se espera tanto assim dele: é nessas horas em que, pelo que parece, o Celtics gosta de nos surpreender.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Finalmente Kemba Walker não está num time MEDONHO, o que significa que podemos assisti-lo sem ter nossos olhos ESFAQUEADOS por basquete medíocre por todos os lados. Fora isso, Brad Stevens ainda é um técnico incrível e saber o que acontecerá com a molecada do time, especialmente Jayson Tatum – que foi de estrela revelação a “meu deus, não deixem ele chutar mais essa bola” – é um dos melhores suspenses da temporada.


Cleveland Cavaliers

O QUE ESPERAR: Nesse Cavs, as coisas ou são puro horror ou são pura incerteza. O time que achou que chegaria aos Playoffs após o abandono de LeBron James foi um dos piores times da temporada passada e não tem muitas expectativas de melhorar. Há pouca esperança na evolução de Collin Sexton e todas as novas apostas são no mínimo arriscadas: o técnico novo, John Beilein, nunca treinou na NBA e vem do basquete universitário já em fim de carreira; o novato Darius Garland mal jogou na universidade por conta de lesões; Kevin Love está muito afastado dos seus tempos de saúde e liderança. Para poder reconstruir ainda falta muito e Kevin Love deve ser trocado o quanto antes – se não for, aí sim teremos uma surpresa.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Ver Kevin Love tateando no escuro em busca de alguma dignidade ou, claro, um fetiche incrível por novatos de talento duvidoso.


Toronto Raptors

O QUE ESPERAR: Não é sempre que um time é campeão e recebe como prêmio a perda de sua maior estrela e, consequentemente, o fim de suas chances de lutar novamente por um título. A história é triste, mas ihá uma parte de nós, meio sádica e meio cientista maluco, que gostaria de saber até onde o Raptors poderia ter chegado sem Kawhi Leonard. Pois bem, essa é nossa chance de descobrir: o time ainda estará na rodada de abertura, participará da rodada de Natal, será tratado como campeão e estará TOTALMENTE EXPOSTO tanto para provar que não precisavam de sua estrela quanto para serem esmagados miseravelmente. O que está em jogo, além do futuro de Pascal Siakam, que deverá manter o time pelos próximos anos quando a reconstrução vier, é a DIGNIDADE desse elenco por uma última vez. O que se espera é que seja uma campanha digna, mas longe dos auges que conquistaram na temporada passada.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Nada melhor do que um pobre coitado abandonado tentando provar que não precisa de sua ex-namorada para ser feliz.


Washington Wizards

O QUE ESPERAR: Com General Manager novo e uma rejuvenescida no elenco, já dá pra falar que o Wizards está oficialmente em reconstrução – poréeeem, é uma reconstrução que ainda conta com os gordos salários de John Wall, que não jogará essa temporada, e Bradley Beal. Para essa temporada, o time tem uma única função: decidir se quer manter Beal para o futuro da franquia, ou seja, se acredita que ele receberá ajuda em breve da molecada do time, ou se quer trocá-lo por um pacote que facilite a reconstrução. Todo mundo espera uma troca, com os demais times da NBA já preparando seus pacotes de oferta, mas no Wizards todo tipo de bagunça pode acontecer.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Além da chance de acompanhar o novato Rui Hachimura, tem também o fato de que Bradley Beal vem sério nessa temporada para levar o prestigiado prêmio Bola Presa de melhor jogador em time que só perde.


Atlanta Hawks

O QUE ESPERAR: Ao núcleo jovem, caótico e divertido da temporada passada, somam-se ainda mais novatos! O Hawks tem tanto potencial, mas também tanto cheiro de fralda e talquinho, que não há uma viva alma nesse mundo que tenha pressa com esse elenco. O melhor cenário possível é continuar melhorando, determinar quem são as bases desse elenco, ser um time divertido, ter momentos brilhantes na temporada e ainda assim CONTINUAR PERDENDO para ter ainda mais novatos na temporada que vem! Bora colecionar molecada!

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Trae Young já um dos jogadores mais divertidos de se assistir na NBA, mas o resto é tão dente de leite e cheio de pontecial que o resultado é uma chance única de encarnar o hypster e assistir o Hawks apenas para dizer, daqui uns anos, que você assiste esse time desde quando ERA TUDO MATO.


Milwaukee Bucks

O QUE ESPERAR: Depois de ver o Raptors ser campeão, o Bucks não pode deixar de imaginar que poderiam ter sido eles ali com o caneco na mão: ficaram muito, muito perto de vencer a Final do Leste e muito possivelmente tinham o suficiente para vencer um Warriors combalido. Para essa temporada o Raptors não deve ser uma ameaça, ninguém sabe o que esperar das potenciais do Oeste, e portanto as expectativas do Bucks são de título ou quase lá – não estar nas Finais do Leste seria um passo doloroso para trás. Até mesmo porque o elenco já está fechado, contratos foram renovados e o time deixou Brogdon partir para poder segurar um grupo que eles julgam ser mais do que suficiente para conquistar o título. Se der ruim, não tem mais volta.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Uma atuação mequetrefe na Copa do Mundo de basquete não deve ser o suficiente para que a gente esqueça que Giannis Antetokounmpo é o jogador mais baladado da NBA no momento, favorito para ganhar novamente o prêmio de MVP e o segundo a enterrar uma bola pulando do meio da quadra desde Michael Jordan em Space Jam.


Indiana Pacers

O QUE ESPERAR: O time arrumadinho que conquistou nossos corações continua esnobado pelas grandes estrelas, não conseguiu acrescentar grandes nomes ao elenco, mas está de volta para mostrar que não PRECISA DE NINGUÉM PRA SER FELIZ. Brogdon deve substituir Bogdanovic, Oladipo deve retornar, Sabonis continua com o time e a ideia é descobrir até onde esse time entrosado e esforçado, se estiver saudável, consegue chegar na Conferência Leste. O que se espera é Playoffs e dar trabalho para os times mais badalados por lá, o que já estaria de bom tamanho.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Poucas coisas são mais legais do que ver um time arrumadinho de verdade vencer adversários que possuem muito mais talento bruto. Sem grandes estrelas, com todo mundo carregando o piano, o Pacers é a UTOPIA PROLETÁRIA que você acha que não quer ver mas acaba tomando o seu coração.


Chicago Bulls

O QUE ESPERAR: Depois de uma temporada TENEBROSA, recheada de basquete ruim e muitas lesões, o Bulls espera ter uma temporada digna que indique que a reconstrução está no caminho certo, que eles acharam os nomes que precisavam e que já dá pra pensar no futuro. Para isso não basta desenvolver a molecada, é preciso encontrar um estilo de jogo, uma rotação que acomode jogadores de estilo parecido, uma defesa sólida e alçar Zach LaVine ao status de rei do Universo. Não é tarefa fácil, mas os primeiros passos para isso precisam ser dados agora – o Bulls já perdeu tempo demais.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: O que não falta nesse time é garotada interessante, incluindo Lauri Markkanen e o novato Coby White que podem tornar esse Bulls o prato imperdível que o Hawks foi em alguns momentos da temporada passada. Mas o que você não quer perder mesmo é a ascensão de Zach LaVine, que está ATROPELANDO na pré-temporada e parece pronto para decolar a qualquer momento.


Miami Heat

O QUE ESPERAR: Foram anos tirando água de pedra, vendendo para a NBA a ideia de que o Heat é especialista em tirar o melhor de qualquer atleta – mesmo que os atletas não sejam lá grande coisa e a equipe não chegue sequer nos Playoffs. Mas agora, finalmente, uma grande estrela comprou o discurso: Jimmy Butler escolheu por livre e espontânea vontade jogar em Miami e agora é o momento do time se aproveitar dessa escolha, alcançar a pós-temporada e fazer muito barulho por lá. É uma chance única, porque isso pode convencer outros jogadores de que ir jogar com Jimmy Butler é o que falta para que a equipe lute por títulos. Um fracasso nessa temporada teria efeitos muito ruins não apenas para esse elenco, mas também para a imagem que o Heat levou tanto tempo para construir.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: O Heat sempre foi um time organizado e bem treinado, mas agora tem talento de verdade adicionado à receita com Jimmy Butler podendo liderar sozinho um time como ele sempre sonhou. No fundo, é um experimento bizarro em que tanto Butler quanto Heat estão finalmente recebendo aquilo com o que sonhavam, e nós teremos a chance de ver de perto se eles sonharam com algo que fazia qualquer sentido.


Detroit Pistons

O QUE ESPERAR: Ter Blake Griffin na temporada passada não levou o time exatamente a nenhum lugar – suas lesões tiraram qualquer chance do time surpreender na primeira rodada dos Playoffs – mas rendeu alguma esperança de que, com a ajuda adequada, fosse possível chegar mais longe. No fundo, o que temos aqui é um time que não tem a menor chance de brigar pelo topo da Conferência mas também não está (e nem pode ainda) reconstruir, de modo que chegar o mais longe possível e atrair torcedores para o esvaziado ginásio novo são as prioridades. Com a chegada de Derrick Rose e Markieff Morris o time fica ainda mais idoso, mas certamente mais capaz de arrumar aquela oitava vaguinha com tranquilidade.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Blake Griffin voltou a ser aquele jogador em constante evolução que conhecíamos: agora, além de armar as jogadas e pontuar no garrafão, ele se tornou um dos arremessadores de longa distância mais confiáveis do time. O homem é imperdível e com a próxima lesão sempre à espreita, precisamos aproveitar enquanto podemos.


Charlotte Hornets

O QUE ESPERAR: Toma aí um desses incríveis casos de CUIDADO COM O QUE VOCÊ DESEJA. Terry Rozier, dizem os boatos, bateu cabeça com o Celtics porque queria algum protagonismo após ter um sucesso inesperado nos Playoffs de 2018, mas não havia espaço para isso na equipe. Agora o armador tem um time inteirinho para chamar de seu – um time horrível, que era incapaz de qualquer relevância mesmo comandado por Kemba Walker, que é um jogador infinitamente mais estabelecido do que Rozier. A receita é para fracasso, mas o Hornets não espera muito do experimento: o momento é de reconstrução, desenvolver Malik Monk e simplesmente descobrir se Rozier pode se encaixar num plano de longo prazo com a equipe.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Torcedores do Celtics com ódio por Terry Rozier podem encontrar algum prazer mórbido em ver o armador sofrer todas as noites.


New York Knicks

O QUE ESPERAR: Seu dia está ruim? Pois o do Knicks está muito, muito pior. Basicamente deu TUDO ERRADO com os planos da franquia: eles federam mas mesmo assim não conseguiram Zion Williamson no draft e se livraram de Porzingis, o futuro da franquia, e mesmo assim não conseguiram Irving e Durant com o espaço salarial que abriram. O resultado é um time PELADO, nu com a mão no bolso. O que restou foi esperar por mais uma temporada e tentar atrair estrelas mais uma vez no ano que vem enquanto desenvolvem seus jovens jogadores, mas aí sei lá por que o Knicks resolveu contratar um monte de jogadores de aluguel, um pessoal para tapar buraco por apenas uma temporada, possivelmente roubando minutos da molecada, ganhando mais jogos e comprometendo a futura escolha de draft, e ainda tirando espaço salarial que poderia ser usado para trocas ao longo da temporada. Só desastre. Vamos esquecer que o Knicks existe e tentar de novo ano que vem.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Se o time vencer jogos, deu errado – todos os contratos são curtos e o time vai se reconstruir mesmo ano que vem. Se o time perder jogos, deu errado, porque o plano era ter estrelas e lutar por título nessa temporada. Ou seja, se você assistir, a SUA VIDA deu errado. Encontre algo melhor para fazer.


Orlando Magic

O QUE ESPERAR: O time, focado quase integralmente numa defesa espetacular, conseguiu um final de temporada incrível, roubou uma vaga para os Playoffs e por lá ainda venceu um jogo contra o Raptors, que seriam campeões. O problema é que o time não tem muito para onde ir além disso, e ainda se viu obrigado a gastar uns tufos de dinheiro para segurar Vucevic e não desmontar um elenco que ao menos sentiu um cheirinho de sucesso. Sonhar mais alto do que na temporada passada dependeria apenas de evoluções individuais, algo incontrolável. As esperanças estão em Markelle Fultz, o famoso “homem que se esqueceu como arremessar”, tendo uma chance de recomeço em Orlando – se ele for a estrela que se esperava quando foi draftado, o Magic salta para outro nível.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Além do óbvio “vamos ver se o Fultz sabe arremessar”, há material de sobra aqui para os fãs de esquemas defensivos: o Magic pressiona, coloca um marcador a mais do lado da bola e cobre espaços com agilidade, explosão e inteligência. Vale conhecer!


Philadelphia 76ers

O QUE ESPERAR: O período de reconstrução acabou, o plano de estocar talento foi atirado pela janela e o time passou a fazer apostas ousadas, caras e definitivas para vencer AGORA. Na temporada passada ficaram a um arremesso de alcançar as Finais da Conferência Leste; para essa, não querem nada menos do que um título. O time tem algumas limitações muito sérias de encaixe e de espaçamento na quadra, mas também tem momentos em que são imparáveis, muito talento, boa capacidade de adaptação e, agora, Al Horford. O melhor marcador de Joel Embiid no planeta agora joga ao lado de Joel Embiid, o que é uma vitória dupla e mais um jogador versátil num time que precisará descobrir quais combinações e estilos colocar em quadra ao mesmo tempo.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Tudo nesse time é fascinante até quando dá errado: tem Embiid sendo dominante, bobo e carismático, Ben Simmons sendo um dos jogadores mais inteligentes da NBA (e supostamente adicionando um arremesso de longe no repertório), Al Horford sendo cerebral dos dois lados da quadra, ninguém numa posição fixa e infinitas combinações possíveis, todas com suas vantagens e desvantagens. Se em todo brasileiro existe um técnico, nada deveria nos consumir mais horas de discussão na internet do que discutir como esse Sixers deveria ser escalado!


Brooklyn Nets

O QUE ESPERAR: Anos emulando estilos de jogo vencedores e torrando dinheiro em equipes técnicas, análises de dado e instalações de treinamento finalmente deram resultado: o Nets se tornou um time que, mesmo sem estrelas consagradas, recebe o respeito da NBA e o desejo dos grandes nomes da Liga. Esse tipo de investimento foi recompensado com a chegada de Kyrie Irving e Kevin Durant, uma dupla que capultaria qualquer equipe ao sucesso mas que encontra no Nets uma estrutura já sólida e competitiva. Para essa temporada não teremos Durant, então as expectativas podem dar uma abaixada, mas o time ainda deve fazer algum estrago nos Playoffs para gerar experiência – e dados avançados – para o elenco e a comissão.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Um time que já era divertido de acompanhar agora tem Kyrie Irving querendo deixar para trás o clima cocô que enfrentou no Celtics. Ver como ele será encaixado no esquema tático e o quanto o Nets mudará das últimas campanhas será um dos principais assuntos da temporada.


Conferência Oeste

Golden State Warriors

O QUE ESPERAR: Como mote da Conferência Oeste, uma boa resposta é “sei lá”. Temos ainda Stephen Curry e Draymond Green, ambos sob comando de Steve Kerr, mas Klay Thompson só deve voltar na segunda metade da temporada, D’Angello Russell é uma incógnita no novo ambiente e todo o resto do elenco é fraquíssimo, muito jovem ou totalmente irreconhecível na fila do pão. Ainda temos os talentos e o esquema tático que atropelaram a NBA nos últimos anos, mas agora com dificuldade para sequer fechar um quinteto titular. Veremos uma versão sofrida do Warriors, mas também teremos jogadores espetaculares sendo levados ao limite, o que sempre pode levar a resultados surpreendentes. Internamente fala-se sobre manter o time no topo, mas o que não falta é gente achando que, dado o grau de competitividade do Oeste, esse elenco sequer chega aos Playoffs.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Stephen Curry tendo que assumir inteiramente a carga ofensiva de um time, Draymond Green tendo que assumir toda a defesa de um time, e Steve Kerr tendo que transformar em gênios jogadores completamente dispensáveis. É uma dessas missões impossíveis que arrasta para a lama todos os envolvidos, mas que deve ter momentos brilhantes de resistência e superação.


San Antonio Spurs

O QUE ESPERAR: Depois de tantas mudanças e aposentadorias, eis que o Spurs volta à normalidade: sem grandes alterações no elenco, nenhuma grande contratação e a confiança total e irrestrita que o time que levou o Nuggets a 7 jogos nos Playoffs passados pode fazer ainda melhor com mais um ano de Popovich, entrosamento e desenvolvimento individual. De novidade mesmo apenas a volta de Dejounte Murray, que perdeu a última temporada inteira lesionado, e que o Spurs parece acreditar que é um dos pilares desse time para o futuro. O Oeste parece mais difícil esse ano, mas ao mesmo tempo mais aberto: se alguma grande equipe derrapar demais com suas mudanças, o resiliente e estável Spurs estará lá para punir. O importante é que o time não tem mais pressa: a expectativa é só, mais uma vez, dar trabalho na pós-temporada.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Além do pessoal do “vamos ver se o Dejounte Murray é mesmo tudo isso”, que vai querer acompanhar de perto o armador, temos também Gregg Popovich construindo na unha um novo Spurs que não é exatamente reconstrução, mas também é totalmente diferente do que existia antes. Não sabemos quanto tempo Popovich estará na NBA, então precisamos aproveitar cada segundo.


Houston Rockets

O QUE ESPERAR: Um time que parecia ter atingido seu limite, incapaz de vencer o Warriors mesmo com uma temporada histórica de James Harden, agora tem muitos motivos para se animar de novo: o Warriors-como-conhecíamos não existe mais, o Oeste está totalmente aberto e agora Chris Paul abre espaço na equipe para a chegada de Russell Westbrook. Se der errado veremos o armador batendo cabeça com Harden em quadra, um basquete estático e muita confusão tática; se der certo, o time de repente é um dos favoritos da Conferência, ganha novo fôlego, espaço para crescimento e mais opções ofensivas para os Playoffs.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Descobrir se a dupla Harden-Westbrook vai funcionar de verdade será uma das grandes novelas da temporada. O técnico Mike D’Antoni terá que fazer muitos ajustes e concessões para acomodar os dois talentos, num processo que valerá a pena ver de perto. E somado a isso, temos ainda James Harden, que vem de uma das melhores temporadas da história e o mundo ainda não percebeu que, por trás de tantos lances livres, estamos vendo um momento mágico que não tem como durar muito tempo.

MOTIVOS PARA NÃO ASSISTIR: Ryan Anderson.


Los Angeles Clippers

O QUE ESPERAR: O time fez uma reconstrução relâmpago focada em mudar a imagem da equipe, procurando jogadores esforçados, durões, brigadores, sem grandes estrelas nem nomes insubstituíveis. Criou uma sensação de “família”, se instituiu como o TIME DO POVÃO em oposição ao Lakers, o time das estrelas, e criou uma identidade reconhecível em quadra, com coletividade, defesa forte e pouquíssimas bolas de três pontos. Foi o bastante para chegar nos Playoffs, dar um trabalho desgraçado para o Warriors e então fazer os movimentos certos para adicionar Kahwi Leonard e Paul George ao elenco – duas estrelas famosas por não buscar protagonismo e por sua defesa de alto nível. É a combinação perfeita entre um time que já era funcional sozinho e estrelas que tem tudo a ver com a identidade que a equipe adotou. Se não brigar por título é porque a lendária maldição do Clippers é muito, muito mais forte do que a gente pensava.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Ver o Clippers latindo e mordendo o bumbum dos adversários já era o máximo, agora farão isso com Kawhi Leonard no elenco. Mesmo sem Paul George por um tempo, retornando de lesão, o time é imperdível.


Utah Jazz

O QUE ESPERAR: A reconstrução relâmpago do Jazz após a saída de Gordon Hayward foi um sucesso, Donovan Mitchell é um dos nomes mais quentes da NBA e Rudy Gobert segue sendo o melhor protetor de aro da NBA atual. O problema é que o time ainda sofre imensamente com criação de jogadas, gente criando o próprio arremesso, bolas de três pontos, e Mitchell teve uma temporada comprometida pelo peso de ter que carregar um ataque inteiro sozinho. É para sanar essa dificuldade que o time recebe agora Mike Conley, um encaixe feito nos sonhos: bom defensor, arremessador, criativo quando necessário. O time salta muitos degraus com sua presença, além de se beneficiar também dos arremessos do recém-chegado Bojan Bogdanovic. Deve ser o melhor Jazz dos últimos anos e seria muito estranho se não chegasse pelo menos nas Semi-Finais da Conferência Oeste.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Ver o ataque do Jazz ter a ajuda de Mike Conley deve causar sensações similares ao fim de uma longa prisão de ventre. Recomendado a você, torcedor, que almeja momentos de felicidade e alívio.


Oklahoma City Thunder

O QUE ESPERAR: Morreu o Thunder para que outra coisa possa nascer. O que é essa coisa nova, infelizmente, não dá pra nem imaginar. Sem Westbrook e Paul George, resta ao Thunder desenvolver o promissor Shai Gilgeous-Alexander, ver se tira algum valor (e saúde) de Danilo Gallinari e descobrir O QUE RAIOS vai fazer com Chris Paul, que foi desovado por lá. Vai ficar no time e tentar torná-lo digno, recusando uma reconstrução longa e dolorosa? Ou vai trocá-lo por escolhas de draft, abrindo espaço para que Steven Adams seja o próximo a partir? A expectativa é que o time pelo menos se decida e saiba qual caminha quer trilhar para a outra temporada.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Ver se Chris Paul tem o melhor ano da carreira e tenta segurar na unha um projeto falido ou se o time desencana e começa ainda mais do zero. Mas pra isso não precisa assistir, não, basta ficar de olho nas colunas de fofoca.


Memphis Grizzlies

O QUE ESPERAR: Um minuto de silêncio, por favor, porque o Grizzlies da era “grit ‘n grind”, o famoso MOEDOR DE CARNE, acabou. Não tem mais Mike Conley nem Marc Gasol e o único defensor veterano nesse elenco é Andre Iguodala que, AVISEM AS AUTORIDADES, está sendo mantido refém em Memphis e não deve sequer entrar em quadra nessa temporada enquanto não for trocado. A hora por lá é de técnico novo, com Taylor Jenkins, fazer campanha para Ja Morant ser o novato do ano (Zion perder as primeiras 8 semanas de temporada já ajuda a causa), e continuar acompanhando o desenvolvimento de Jaren Jackson. Não dá pra esperar nada concreto, mas já é mais gente interessante para apostar do que muito time em reconstrução por aí.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Além de Ja Morant, que todo mundo vai querer acompanhar pelo menos nos primeiros momentos da temporada, tem também o Bruno Caboclo, se você é um desses que dorme embrulhado na bandeira do Brasil e quer ver o garoto continuar amadurecendo seu jogo.


Portland Trail Blazers

O QUE ESPERAR: Foi aos trancos e barrancos, com arremesso no meio da quadra, Nurkic lesionado, Enes Kanter jogando no sacrifício e um basquete que muitas vezes fez nossos olhos sangrarem, mas o Blazers chegou nas Finais da Conferência Oeste na temporada passada. O feito deve ser bem mais difícil de repetir dessa vez, mas muitas supostas potências do Oeste ainda são incógnitas enquanto o Blazers é tão constante que beira o MONÓTONO. Mesmo com um esquema de poucas variações, no entanto, o Blazers ainda tem algum espaço para crescer: Hassan Whiteside é dor de cabeça nos vestiários mas pode ajudar no garrafão, Nurkic estava dando indícios de ser um jogador especial antes da lesão passada e tanto Lillard quanto McCollum seguem desafiando nossas ideias de “limite”. Não deve ser fácil, mas a expectativa é voltar ao topo.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Se Damian Lillard não te convenceu nos Playoffs passados a querer ver o Blazers, meu amigo, então não sou eu quem vai conseguir.


Denver Nuggets

O QUE ESPERAR: Ser eliminado nas Semi-Finais de Conferência em casa num Jogo 7 não é das coisas mais agradáveis do mundo, mas foi um bom indicativo de que o Nuggets está quase lá – e ainda com muito espaço para crescer graças a um núcleo jovem, uma crença (polêmica) no potencial de Jamal Murray e, claro, Nikola Jokic. O pívô de 24 anos esteve na conversa sobre MVP na temporada passada, mostrou um jogo muito mais maduro nos Playoffs e não dá sinais ainda de que alcançou o seu limite. Mesmo num Oeste mais difícil, o Nuggets deve sobrar muito, especialmente sendo um dos melhores times da NBA jogando em casa.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: (batendo de porta em porta) Olá, você já viu o Jokic jogar hoje? Não? Então sua vida NÃO TEM SENTIDO, amigo. Jokic é um gênio, vê espaços incompreensíveis, encontra passes impossíveis e torna todo e qualquer jogador ao seu redor imediatamente melhor. Louvemos.


New Orleans Pelicans

O QUE ESPERAR: Deu tudo errado, a aposta em DeMarcus Cousins não funcionou, aí Anthony Davis pediu para ser trocado. Era receita para vermos time implodindo, anos e anos de reconstrução, mais uma dessas equipes que habitam o fundo da NBA por anos. Mas não, numa série de movimentações dignas de House of Cards e uma quantidade colossal de sorte, o Pelicans já começa essa temporada com uma estrela que só surge a cada geração em Zion Williamson e um pacote de jogadores que compõe anos e anos de reconstrução do Lakers. Ou seja, o Pelicans PULOU esses anos logo de cara, já tem um jogador pra ser a cara da franquia e pode sonhar com coisas grandes nos próximos anos. Isso, claro, com um considerável porém: se as leis da física DESLIGAREM e permitirem que Zion continue pesando 130 quilos e enterre todo jogo. Por enquanto, as leis continuam ligadas e mandaram um recado: uma pré-temporada depois Zion já foi pra mesa de cirurgia e deve ficar 8 semanas fora.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Tem Zion? Assista. Não tem Zion? Por enquanto, corra para as colinas.


Dallas Mavericks

O QUE ESPERAR: O mundo sabia que Luka Doncic, com seus imberbes 20 anos, era bom. O que a gente não sabia era O QUANTO: o armador foi o novato do ano com sobras, impôs seu estilo de jogo, assumiu rapidamente as rédeas do Mavs e parece tão confortável fazendo tudo isso que fica até OFENSIVO para nós, mortais, que estamos tentando. Mas depois dessa temporada inicial de climatização, agora o time é dele de fato – Nowitzki se aposentou – e com a chegada de Kristaps Porzingis já dá pra sonhar com coisas mais altas. Talvez seja difícil chegar aos Playoffs nesse Oeste, especialmente porque pode levar um tempo para o time se encontrar sob a tutela de Rick Carlisle, mas não existem dúvidas de que o time acredita que pode isso e muito mais. Com Porzingis saudável e sem problemas com a lei, quem sabe?

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Ele, o Lukita-da-galera, o-menino-Dodô, Luka Doncic. A combinação de tamanho, distância de arremesso e visão de jogo são incomporáveis, e o desgraçado está só começando.


Sacramento Kings

O QUE ESPERAR: Depois de anos como equipe DISFUNCIONAL, vimos na temporada passada um elenco jovem, interessante, rápido e divertido sob comando do técnico Dave Joerger. Tinha potencial, voltou a ganhar minha atenção e passei muito mais tempo do que deveria vendo jogos do Kings e estudando seu esquema tático. Mas aí o que temos para essa temporada? O time EMPOLGOU: gastou barris de dinheiro para estender o contrato da molecada, abriu mão de procurar grandes reforços e contratou o técnico Luke Walton para o “próximo passo”. Se der certo, legal; o Kings vai estar com seu time garantido por muitos anos e lutando aí de igual para igual no Oeste. Mas se não der certo e o time não chegar aos Playoffs, como é bem possível que aconteça, o time estará preso a essa formação, com pouca margem de manobra e terá aberto mão do técnico que finalmente deu dignidade à franquia. Arriscado, mas o Kings, pela primeira vez em muito tempo, está confiante.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Sob comando de Joerger era provavelmente meu time favorito de ver jogar, com basquete simples, veloz e muita movimentação fora da bola. Agora, sob tutela de Luke Walton, não temos como saber, mas De’Aaron Fox e Marvin Bagley, por si sós, já são garantia de sorrisão no rosto – e não param de evoluir!


Minessota Timberwolves

O QUE ESPERAR: O que será que o Wolves está fazendo? Pegou Jimmy Butler, depois se livrou de Jimmy Butler, mandou técnico embora, Andrew Wiggins é um pior jogador a cada segundo, todo mundo parece incrivelmente desmotivado e até Karl-Anthony Towns, que parece ter despertado de sua viagem interior por reinos desconhecidos, não é suficiente para tornar a equipe relevante. Tirando o novato Jarrett Culver, não há muito a se ver aqui. É claro que Wiggins pode de repente se tornar a estrela que o mundo aguarda e de repente colocar o Wolves na briga, mas anos e anos de dura realidade tornam a gente calejado demais para acreditar em Papai Noel.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Karl-Anthony Towns é um desses “unicórnios”, jogadores muito grandes que fazem de tudo e colocam a bola no chão, e vale o preço do ingresso: sua última temporada foi especial, ele se tornou um arremessador de três pontos muito acima da média e ainda tem potencial para crescer. Salvem Towns. Por favor, enviem resgate.


Los Angeles Lakers (by Denis)

O QUE ESPERAR: Temos que esperar retorno aos Playoffs após seis anos de fracasso, certo? Contratar LeBron James não adiantou nada na temporada passada, mas dessa vez chegou ninguém menos que Anthony Davis para o resgate. Se uma dupla dessa não for o bastante aí já sabemos que a maldição de Los Angeles mudou de lado pra valer. O elenco de apoio não é o ideal e muitas das respostas para o time dependem de jogadores que não passam ainda tanta confiança, como Avery Bradley, Kyle Kuzma ou mesmo os pivôs Dwight Howard e JaValle McGee, mas mesmo assim parece o bastante para fazer um estrago. Dois dos melhores jogadores do planeta, alguns bons defensores e um par de bons arremessadores de longa distância é tudo o que uma franquia sonha para ao menos ir para a batalha. É preciso só lidar com a pressão: LeBron James é uma pressão ambulante, o Monocelha quer disputar finalmente jogos relevantes na carreira sem ser um azarão, Kyle Kuzma precisa provar que pode ser alguma coisa ou vai virar peça de troca e até no banco Frank Vogel precisa se reerguer na carreira enquanto tem em sua própria comissão técnica a sombra de Jason Kidd. Não vai ser fácil, mas deve ser bem divertido.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: LeBron James está na parte final de sua carreira, mas ainda em forma e tentando levar um time esquisito para os Playoffs. Isso já deveria ser motivo o bastante, mas há ainda a busca de entrosamento com Anthony Davis, um grandalhão com um conjunto de talentos que LeBron jamais teve ao lado na carreira. Será divertido ver os dois encontrarem maneiras de se ajudarem dentro de quadra.


Phoenix Suns

O QUE ESPERAR: Uma das equipes mais disfuncionais da NBA, a ponto de que o mundo veja Devon Booker jogar e questione em voz alta se ele é bom DE VERDADE tamanho o horror e o caos que está ao seu redor e que puxam nossa percepção de qualquer coisa para a lama. Para essa temporada, no entanto, temos uma novidade: finalmente o time terá um ARMADOR, algo que é banal para qualquer time de escolinha mas inovador para um time como o Suns que passou tanto tempo sem ninguém da posição e é incapaz de criar jogadas complexas. Ricky Rubio chega para assumir a armação da equipe e pela primeira vez em sua carreira tem uma equipe que quer dele aquilo que ele sabe fazer, nada mais. Isso pode ser um momento transformador para o espanhol que acaba de atropelar na Copa do Mundo de Basquete, talvez lhe coloque em outro degrau na NBA e, se conseguir impor ordem e ritmo no Suns, pode permitir que vejamos outras versões, melhoradas, de Devon Booker e Deandre Ayton. Parece um sonho, mas é um sonho que vale a pena ser sonhado. Como expectativa, esse time só quer parecer um time e mostrar sinais de progresso para que as jovens estrelas não fujam de lá quando tiverem a oportunidade.

MOTIVOS PARA ASSISTIR: Rubio parece estar criando uma bonita história de redenção em que eu não acredito, mas como o Denis acredita eu devo estar de olho. Além disso, você não quer ficar de fora da discussão “Devon Booker é bom de verdade?” no Twitter, o melhor jeito de arremessar sua vida na privada.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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