🔒Uma chance de chocar o mundo

Quando o Phoenix Suns foi convidado para participar da “bolha” da NBA com apenas 26 vitórias na temporada, virou motivo de piada. Só um verdadeiro milagre – 8 vitórias em 8 jogos disputados e mais combinações de resultados – classificaria o Suns para os Playoffs, e não existia nenhuma razão para acreditarmos que esse nível de sucesso seria possível. A descrença no Suns não vinha apenas dos resultados ruins da temporada atual e da falta de perspectivas de melhora, mas também dos últimos 10 anos de fracasso que consolidaram a franquia como uma das mais disfuncionais da NBA.

A última vez que o Suns chegou aos Playoffs foi em 2010 – exatas 10 temporadas atrás – e desde então só teve mais vitórias do que derrotas numa temporada uma única vez. Mesmo a partir da escolha de Devin Booker no draft de 2015 e sua ascensão como um dos grandes pontuadores da NBA, o Suns nunca ganhou mais do que 24 jogos. Na temporada passada, a quarta de Booker como profissional, quando a franquia parecia decidida a deixar os tempos difíceis para trás, o time ganhou míseros 19 jogos – a segunda pior marca da história do Suns. Ter esperanças pode ser algo cruel na vida, mas é ainda mais cruel se você é um torcedor do Suns na última década.

Os motivos para tanto fracasso são vários, como costuma ser o caso de todo acidente de grandes proporções. Primeiramente temos o caso do dono da franquia, Robert Sarver, que é famoso por não querer gastar muito com o time, limita as contratações e regula o teto salarial da franquia com mão de ferro. Esse tipo de engessamento financeiro impediu que o time adicionasse jogadores importantes nos últimos anos, forçou o time a trocar TJ Warren (aquele que na “bolha” virou MICHAEL JORDAN) para acomodar os gastos com Ricky Rubio, e até fez com que o time vendesse sua equipe afiliada da G League, agora realocada em Detroit, supostamente para “abater os prejuízos” da pausa da NBA na pandemia. Fora isso, temos os mandos e desmandos da diretoria, incapaz de se comprometer com um plano de longo prazo. Desde 2014 o Suns trocou de técnico CINCO VEZES – na prática, isso significa que Devin Booker, que chegou em 2015, nunca foi treinado pelo mesmo técnico em duas temporadas consecutivas. A primeira vez que a NBA entrou em recesso e o Suns manteve seu técnico foi AGORA, em que o recesso não foi de fim de temporada, mas de interrupção forçada; Monty Williams, atual treinador da equipe, é o primeiro em anos a poder fazer uma pausa para repensar o plano tático do time e então voltar para o banco com a chance de executar esse plano.

Essa falta de consistência, de gastos e de planejamento cobra um preço gigantesco tanto para o sucesso da franquia quanto para o amadurecimento, o desenvolvimento e a imagem de Devin Booker. Apesar de ser conhecido como um grande pontuador, converter arremessos difíceis, ter um jogo de 70 pontos marcados no currículo, média de mais de 22 pontos por jogo na carreira e um aproveitamento de arremessos que cresce temporada após temporada, Booker é constantemente relegado ao posto de “bom jogador em time ruim”, uma maneira de colocar seu talento em dúvida. Afinal, seria Booker capaz de conseguir os mesmos números e as mesmas proezas num time vencedor e organizado, em que ele não poderia arremessar livremente sem critério? Se ele realmente fosse assim tão bom, seu time não teria mais vitórias do que conseguiu acumular nos últimos anos? Ao invés de ser celebrado, os fracassos constantes do Suns fazem com que Booker seja questionado, e a ausência de um plano de longo prazo na franquia impedem que ele tenha direcionamento para se desenvolver, um ambiente organizado para aprender e até oportunidades para se tornar mais experiente na pós-temporada, por exemplo. Deveria Booker aprender a controlar mais a bola, tornando-se um desses jogadores que tomam todas as decisões na quadra de ataque, como James Harden e Luka Doncic? Deveria ele se especializar em movimentar-se sem a bola, nos moldes de Klay Thompson? Impossível saber se o time não tem identidade ofensiva e não sabe qual será seu estilo de jogo, quem será seu treinador e quais serão os jogadores que entrarão em quadra ao redor de Devin Booker. O Suns tornou-se um limbo que impede Booker de ser a melhor versão de si mesmo – e até mesmo de ser levado a sério na NBA.

A história não é nova: fala-se muito na NBA sobre os jovens jogadores catapultados ao estrelato e que não são verdadeiramente celebrados porque seus times não conseguem resultados positivos em quadra. Até mesmo um talento único, geracional, como Anthony Davis, só está ganhando uma atenção e uma cobertura condizentes com seu talento agora, em sua oitava temporada, após abandonar o New Orleans Pelicans, franquia que o draftou, e jogar por um time que agora lidera a Conferência Oeste. Kevin Love passou pela mesma coisa em suas seis temporadas pelo Minessota Timberwolves; DeMarcus Cousins também, em suas seis temporadas completas pelo Sacramento Kings. As franquias da NBA tem horror a esse cenário, em que uma jovem estrela é lapidada aos poucos por uma franquia de péssimo aproveitamento e, quando finalmente atinge seu auge, muda de ares em busca de um time melhor. É o medo de que os times ruins se tornem apenas celeiros para grandes estrelas, sem nunca colher seus frutos, que levou à invenção dos contratos super-máximos (que nós chamamos aqui no Bola Presa de “Contratos Pote de Ouro”), um bônus considerável de dinheiro para que estrelas renovem contratos com as franquias que os draftaram. Isso não resolve, entretanto, o problema principal, que é o fato de que essas jovens estrelas não querem apenas dinheiro, e nem querem apenas vitórias; elas querem também ser RECONHECIDAS, admiradas, valorizadas pela mídia, pela torcida e pela crítica especializada. Se esse tipo de valorização só surge quando os jogadores estão em times vencedores, então que seja – jovens estrelas continuarão buscando times com mais chances de título, deixando suas velhas franquias para trás. Certamente os times da NBA sabem disso e portanto buscam ganhar IMEDIATAMENTE para impressionar e valorizar seus jogadores mais talentosos e promissores, mas se por um lado as franquias estão sempre correndo contra o tempo – tentando montar um time vencedor antes que suas jovens estrelas desistam e fujam – por outro lado esse senso de urgência impede que as equipes planejem com cuidado e cautela de modo a conseguir um time vencedor justamente quando suas jovens estrelas estiverem perto do seu auge. Suns, Wolves, Kings, Knicks, Bulls são sempre times que querem vencer AGORA – não amanhã, não depois de amanhã. É preciso mostrar serviço para suas jovens estrelas, dar uma chance para DeAaron Fox, Karl-Anthony Towns, Devin Booker, Kristaps Porzingis sentirem-se valorizados e não questionados por seu talento talvez ser impraticável num time decente. E no entanto, querendo vencer agora todos esses times cometem – ou cometeram – erros terríveis e acabam capando o desenvolvimento dos seus próprios atletas. Quando Sean Marks assumiu o cargo de General Manager do Brooklyn Nets em 2016, ele deixou claro que só aceitou o cargo porque os donos do time toparam não vencer imediatamente, assumindo um processo longo, paciente e comedido para reerguer a franquia. Em 2019, apenas 3 anos depois, o Nets já era uma franquia transformada e voltava aos Playoffs, mostrando uma estrutura sólida o bastante para convencer Kevin Durant e Kyrie Irving a assinarem contratos com os times.


Infelizmente o momento para planejamento, construção e paciência no Phoenix Suns terminou. Devin Booker quer ser valorizado há tempo demais, mostra sinais de frustração com o elenco montado ao seu redor e boatos de troca começam a pipocar o tempo inteiro. Um começo promissor de temporada – pela primeira vez em anos contando com um armador de ofício no elenco titular, tirando a carga de criação de jogadas das mãos de Booker – rapidamente tornou-se uma nova sequência de derrotas, o que parecia uma nova temporada desperdiçada e uma nova frustração numa franquia que não tem muitos motivos para sorrir. Um início com 5 vitórias e 2 derrotas, que fez com que muitos analistas imaginassem que poderia ser indício do “ANO DO SUNS” foi interrompido pela lesão de Aaron Baynes e a suspensão de 25 jogos de Deandre Ayton por uso de diurético e o time nunca mais pareceu minimamente organizado ou passível de lutar por uma vaga nos Playoffs.

Mas então eis que aconteceu uma pandemia, morte, horror, caos social, interrupção da NBA, desesperança – e, no pacote, uma chance para novos começos. O técnico Monty Williams teve uma chance rara de parar, analisar o que estava dando de errado e desenhar um caminho para o time já conhecendo o elenco e suas limitações; jogadores como Cameron Johnson e Mikal Bridges tiveram a oportunidade de parar a temporada e focar apenas no seu desenvolvimento, algo essencial para jogadores nos primeiros anos de carreira; Deandre Ayton teve uma chance de se afastar do basquete, que estava sendo palco de cobranças e frustrações, e colocar a cabeça em outro lugar; e Devin Booker teve a chance de ver como ele era desvalorizado e ridicularizado quando o mundo inteiro se juntou, deu as mãos (lavadas com álcool em gel) e GARGALHOU das chances do Suns ao ser convidado para participar da “bolha” da NBA.

Às vezes um desastre cria oportunidades, e cada uma dessas oportunidades juntou-se para criar a bizarra história de sucesso que o Suns acabou se tornando quando a bola laranja voltou a quicar. Cameron Johnson, novato do Suns, usou seu tempo inesperado de treinos na pausa da NBA para tornar-se um arremessador mais confiante essencial na rotação do time: foi de uma média de 20 minutos por jogo para 40 minutos em quadra logo no segundo jogo da “bolha”. Mikal Bridges, em seu segundo ano na liga, também usou seu tempo de treinos para desenvolver um arremesso de três pontos e tornar-se o melhor defensor individual do time. Deandre Ayton admitiu em entrevistas que estava exausto com as pressões da temporada, e que um tempo com sua família longe do basquete fez com que ele aprendesse a valorizar o esporte, o lugar que o esporte tem em sua vida e como ele deveria ser grato pela oportunidade de jogar basquete (talvez a família dele seja tão insuportável que jogar no Suns pareceu digno de gratidão em comparação). Afirmou que a pausa lhe tornou um “estudante do jogo”, e que ele ficou obcecado em assistir vídeos de jogadas e entender o que ele deveria estar fazendo melhor em quadra. E Devin Booker falou abertamente para a imprensa como estava incomodado com a narrativa de que o Suns não tinha nenhuma chance e queria provar que o mundo estava errado. Monty Williams se aproveitou disso: jogadores jovens que se desenvolveram, Ayton mais motivado, Booker querendo reconhecimento e uma história pronta de “NÓS CONTRA O MUNDO” que tirava do Suns qualquer pressão ou responsabilidade e tornava o convite da “bolha” (que parecia apenas um convite para pescar) uma OPORTUNIDADE de mostrar talento – num momento em que o mundo do esporte estaria inteiro olhando.

Todo o combustível já estava presente, o técnico só teve  que dar uma faísca. Sua função principal foi transformar o Suns numa família. “Isso aqui é mais do que basquete, nós nos aproximamos como pessoas e como time, foi um passo enorme pra gente”, afirmou Monty Williams. O discurso de unidade, de “calar os críticos”, aproximou Booker e Ayton – que nunca foram particularmente próximos, com Booker claramente receoso de acionar Ayton em diversos momentos das últimas duas temporadas – e animou jogadores secundários que, em times ruins como o Suns, não costumam ter muita motivação para brilhar. Cameron Payne, que parecia não ter mais lugar algum na NBA por motivos de SER MUITO RUIM, não só voltou para a “bolha” acertando arremessos de três pontos como também se tornou, ao lado de Jevon Carter, o representante do esforço e da dedicação – se atirando em todas as bolas, dando trabalho defensivamente, trombando com os adversários. “Esforço”, essa palavra genérica, às vezes é mais do que uma postura, é um PLANO DE JOGO: Monty Williams, por exemplo, vendeu para Booker a ideia de que ele deveria abrir eventualmente mão de arremessos de longa distância em nome de arremessos “de esforço” dentro do garrafão, forçando contato e cavando faltas. A ideia não é apenas passar uma mensagem de “vontade”, nem intimidar os adversários; para além dos efeitos psicológicos, Devin Booker passou a cobrar, com isso, mais lances livres. O jogador, que batia em média 5 lances livres por jogo na carreira, cobrou 66 lances livres nos 8 jogos oficiais na “bolha” – uma média de mais de 8 por jogo. Se pensarmos que Booker acertou 63 destes lances livres, dá pra concluir que o plano foi um sucesso enorme e coloca o jogador no grupo de outras grandes estrelas acima dos 8 lances livres por jogo (Harden, Antetokounmpo, Doncic e Anthony Davis, por exemplo). É um desses casos em que há uma oportunidade psicológica – o discurso de “vamos mostrar esforço”, que a “bolha” possibilitou – e cabe ao treinador torná-la um plano tático, algo que traga consequências reais e mensuráveis em quadra. No caso, um time mais coeso, que roda mais a bola, que joga defesa com mais intensidade, e em que o Devin Booker cobra mais lances livres, o arremesso de maior aproveitamento à sua disposição.

O Suns não tinha nada real a ganhar – a classificação parecia um sonho impossível – mas havia algo simbólico a conquistar, o RESPEITO do mundo do basquete. E esse alvo simbólico acabou sendo transformado em ações concretas que impactaram o objetivo real – o Suns, afinal de contas, quase se classificou. E o fez com a quarta melhor defesa da NBA entre os membros da “bolha” nos 8 jogos que tinham à disposição, enfrentando 7 times que contavam com 10 ou mais vitórias acima da marca dos 50% de aproveitamento, e vencendo todos esses 8 jogos em atuações impecáveis. Mesmo sem se classificar para os Playoffs – as tais combinações de resultado necessárias não aconteceram – o Suns usou uma motivação psicológica meio difusa para tornar-se o maior vencedor do retorno da NBA e tornar-se, no processo, um time. Poucas coisas deixam isso mais evidente do que o discurso emocionado de Monty Williams após a oitava vitória seguida do Suns, ainda sem saber se eles se classificariam ou não para a pós-temporada, e que acaba com os jogadores gritando em uníssono a palavra “família”:

No discurso acima, Monty Williams diz que a sequência do Suns foi “terapêutica” para ele, que ama todos os jogadores do elenco, e que eles “batalharam para ganhar o respeito dos seus pares nessa viagem”. A questão do respeito aparece mais vezes: ele afirma que os jogadores do Suns “conseguiram o respeito que mereciam” e deixa seus votos de que “continuem a ter uma chance de chocar o mundo”. “Não importa o que aconteça, isso é especial, não deixem ninguém tirar isso de vocês”, afirma, e encerra sua fala com um vislumbre de futuro: “Vamos continuar construindo, a gente não controla se é agora ou se é fora dos Playoffs, mas temos que chegar num ponto em que controlemos isso, nos tornar um time que controla seu próprio destino”. Está tudo aí: a parte do respeito, de serem valorizados, de serem unidos, de chocar os críticos, de empoderamento, de futuro. São pontos importantes para criar uma sensação de grupo e traços de esperança, e muitos técnicos criam suas carreiras assim, como grandes motivadores, capazes de criar uma historinha que amarre o time numa coisa só. Não podemos nunca deixar isso de lado ou diminuir o peso disso: histórias e narrativas unem coisas desconexas como se fizessem parte de um todo, dão sentido, significado, esperança e motivação em momentos em que as coisas, soltas, parecem não querer dizer nada. Técnicos são, também, responsáveis por criar uma história que o time compre, acredite, repita, e que dê uma direção única e coerente para várias pessoas que no fundo querem coisas distintas, tem problemas pessoais e desejos únicos. Isso é particularmente importante num elenco que não tinha muito propósito, só conhece frustrações e é o segundo mais novo, em idade média dos atletas, de toda a NBA – só não é mais novo que o Wolves, e o Grizzlies vem num terceiro lugar apertado. Todos os jogadores que se destacaram na “bolha” (Cameron Johnson, Mikal Bridges, Deandre Ayton, Devin Booker) estão abaixo dos 25 anos de idade. Para eles, é importante uma história que mostre que eles estão indo para algum lugar – especialmente porque o time não tem histórias de sucesso num passado recente e nenhum veterano capaz de contar as próprias histórias.

Mas o que é mais fascinante sobre esse Suns na “bolha” é que a história, a narrativa, o discurso foram transformados em mudança real; que os processos de desenvolvimento individual de cada jogador, que o estudo de Deandre Ayton e a frustração de Devin Booker e o desespero por continuar na NBA de Cameron Payne foram APROVEITADOS pela história, direcionados, e levaram a uma mudança real no modo de jogar. Poucas jogadas mostram tanto isso quanto o lance abaixo:

Deandre Ayton sempre teve muito potencial defensivo, mas desde que chegou na NBA parece estar sempre no lugar errado da quadra, incapaz de proteger o aro e usar seu tamanho e explosão. Mas na jogada acima vemos como ele tem uma nova consciência tática, continuou protegendo o aro, não caiu nas fintas, deu o toco, e no ataque finalmente acertou um corta-luz (um dos pontos fracos do seu jogo) e conseguiu receber a bola em movimento para a cesta. Enquanto isso, vemos Devin Booker enfim confiando em Ayton, cedendo a bola ao invés de lutar contra a defesa e forçar um arremesso. Booker não está mais sozinho, Ayton não está mais perdido; isso torna Booker melhor, porque expande seu jogo, e a expansão do seu jogo torna Ayton melhor, que agora tem novas oportunidades de pontuar. É um time que joga melhor e diferente simplesmente porque joga na mesma direção.


A história de sucesso do Suns, no entanto, é circunstancial. É lindo ver que eles arrancaram o melhor de uma situação muito ruim, e como disse Monty Williams, eles de fato conquistaram o respeito dos seus colegas de NBA – mas ele também desejou que eles tivessem “outras chances de chocar o mundo”. Nas atuais circunstância, o mundo está chocado com o Suns, mas não estou muito certo de que teremos a oportunidade de nos chocarmos de novo. Imagino, claro, um Suns muito melhor na temporada que vem – e imagino Monty Williams de volta, o que já é um avanço enorme. Mas para chegar aos Playoffs, outros times precisam ceder espaço. Quais seriam esses times? Lakers, Clippers, Rockets, Nuggets não dão qualquer sinal de decadência ou de reconstrução; pelo contrário, são times montados para vencer agora e nos próximos anos. O Thunder é um time novo com infinitas escolhas de draft nos próximos anos e só tem planos de melhorar; o Utah Jazz vê Donovan Mitchell melhor a cada dia, e eles certamente são melhores do que estamos vendo na “bolha”; o Mavericks, com Doncic e Porzingis, deve ficar no topo do Oeste por uma década; o Blazers, também um dos beneficiados pela “historinha” surgida da “bolha”, deveria se classificar sem passar pelos apuros que passou. Mesmo fora dos Playoffs a competição é acirrada e só está em ascensão: Grizzlies é um time jovem, com Ja Morant e Jaren Jackson Jr., e já teve mais sucesso que o Suns muito antes no processo de reconstrução; o Spurs finalmente aceitou sua versão mais jovem e deve evoluir conforme desenvolve ainda mais seu núclo jovem; o Pelicans deve se beneficiar de uma temporada inteira com Zion Williamson, se as lesões e a gravidade permitirem; e até o Warriors, que a gente acaba esquecendo que existe, deve voltar ao topo com Stephen Curry, Klay Thompson e agora uma segunda escolha no draft, que caiu no colo deles. Contra esse tipo de competição, o Suns não pode contar só com uma boa história e com um discurso motivador: é preciso planejamento, direcionamento, escolhas inteligentes, contratações.

O Suns vencer 8 jogos foi, provavelmente, a melhor história da volta da NBA, um sopro de ar fresco de esperança num momento difícil para todos nós. Mas ir para os Playoffs na temporada que vem será ainda mais difícil e, portanto, ainda mais chocante. O Suns tem o meu respeito, mas não o suficiente para que eu esteja convencido de que eles são uma das 8 forças do Oeste. Ou seja, o mundo ainda está contra eles, e nós ainda temos motivos para duvidar; a chance de “chocar o mundo” acontecerá de novo, já na próxima temporada. A dúvida é se o Suns conseguirá aproveitar essa chance – uma temporada de fracasso, depois desse pico de alegria, seria destruidora para a franquia, e nenhuma história de vestiário seria capaz de impedir um desastre. O novo Suns, motivado e unido, tem pressa: agora, perder não é mais uma opção.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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